Moradores de Curitiba e região metropolitana estão com dificuldades para encontrar gás de cozinha.”Semana passada, já começou a faltar gás praticamente na cidade inteira. Até nas redes sociais, o pessoal está procurando e perguntando onde que tem gás”, desabafou a moradora de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Com a pandemia do coronavírus, um efeito em cascata se fez presente na mente de muitos consumidores. O medo destas pessoas levou a necessidade da compra e estocagem diversos produtos essenciais na rotina do brasileiro.

No entanto, segundo o Presidente da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragas) José Luiz Rocha, isto tem um motivo: “O povo comprou demais e por isso está faltando gás. Hoje, teve uma antecipação nessas compras porque o consumo, de certa forma, aumentou um pouco. As famílias estão em casa, cozinhando mais. Isto levou as pessoas a se precaverem. Comprando um segundo botijão e depois um terceiro. Isto causou um certo desencaixe nas entregas da Petrobras para as distribuidoras”, explicou.

 

Rocha menciona que, após este aumento de compras por parte dos consumidores finais, surgiu uma demanda inesperada que desencaixou a distribuição do processo Petrobrás-Distribuidora/Distribuidora-Revenda. Com isto, os produtos ficaram em falta. “Neste desencaixe ocorre o seguinte. As distribuidoras tem um limite, uma cota de gás que pode ser retirada todos os meses na Petrobrás e nas demais refinarias”, pontuou.

O presidente explicou que nos próximos dias tudo vai estar normalizado na região de Curitiba. No entanto, fez questão de ressaltar que um botijão de gás dura em média 45 dias para uma família de 4 pessoas, por isto não há necessidade de correria para comprar o produto. Ele apela para que neste momento as pessoas tenham consciência e solidariedade com o próximo.

“É um momento de reflexão. Quando você compra um botijão de gás a mais para armazenar dentro de casa, além de de armazenar de forma inadequada um produto que é muito perigoso, você está prejudicando seu vizinho, seu amigo. Em certo momento, o gás dele vai acabar e ele não vai encontrar o produto em lugares próximos a residência para comprar”, finalizou.

PREÇOS

Nesta segunda-feira, foi noticiado aqui na Banda B, sobre a operação de fiscalização que o Procon realizou no domingo (29) em mercados de Curitiba. O objetivo foi inspecionar a venda de produtos que estariam com preços abusivos.

O Procon ressalta que está, em conjunto com a Delegacia do Consumidor (Delcon), apurando denúncias de aumentos abusivos praticados na revenda dos botijões. “A constatação dos abusos resultará em multas que variam de R$ 600 a R$ 8 mil, além da aplicação das sanções penais cabíveis”, diz a chefe do Procon-PR, Claudia Silvano.