O projeto “Pedalando pela Vida” busca chamar a atenção da população, por meio de pedaladas desafiadoras, para a necessidade de doação de medula óssea. Marcelo Vieira é cabo da Polícia Militar do Paraná (PM) e faz parte do grupo que, na próxima quarta-feira (6), sairá de Curitiba para ir até a cidade de Chuí (RS), fronteira com Uruguai, com o objetivo de divulgar a causa e salvar inúmeras vidas. Serão mais de 1000 km de bicicleta.

 

Foto: Colaboração/Arquivo Pessoal

 

Já no fim de 2020, associações médicas de todo o Brasil alertaram para os riscos que dependentes de medula podem passar em 2021. Isto porque, as doações podem ser interrompidas por conta da não distribuição do medicamento bussulfano, essencial para preparar o organismo antes do procedimento médico.

Ainda, em outubro do ano passado, a Banda B alertou sobre a queda do número de doadores por conta da pandemia. O número chegou a 40% e o Hemepar sentiu falta dos novos cadastros. Algo que, na visão de Vieira, é preocupante. “Porque para você encontrar um doador compatível, este número é uma pessoa em 100 mil doadores. Então, é algo… é quase uma impressão digital. É muito difícil encontrar este doador. Portanto, quanto maior o número de doadores, maior será a esperança para aqueles que estão na fila aguardando. No Brasil, cerca de 900 mil pessoas estão aguardando, quanto mais pessoas se mobilizarem indo ao banco de sangue, se tornando doadores, vão poder estar ajudando. Então, é uma campanha de conscientização e divulgação desta necessidade”, comentou à Banda B.

Viagens

Na visão da maior parte da população, as viagens podem ser consideradas algo impactante. Vieira, no entanto, minimiza os percursos e diz que o foco está na oportunidade de fazer o bem para pessoas desconhecidas. “A gente quer chamar a atenção. Dizendo que o importante não é esta aventura em uma bicicleta, mas sim em salvar uma vida. Isto que é o mais importante.  Então, o nosso slogan é este: faça algo extraordinário. Seja doador de medula óssea“, explicou à Banda B.

Vieira revelou que esta não será a primeira viagem de bicicleta que fará e deu mais detalhes do próximo percurso. “Agora, em outubro nós fizemos de Curitiba a Paranavaí, nós fizemos 550 km em três dias. Para a cidade de Chuí, sendo 1250 km em 10 dias e tudo isto para promover a doação de medula óssea”, pontuou.

Cadastro

Para ser um doador, você apenas precisa ir em algum banco de sangue e mencionar o interesse. “Ao chegar lá, você faz seu cadastro no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Através de deste cadastro, em que é coletado uma amostra de 4 miligramas de sangue, para poder verificar qual é a tipagem de sangue para poder cadastrar”, concluiu Vieira.