A Polícia Civil quer ouvir os organizadores do ato antirracista que terminou em vandalismo para identificar os responsáveis pelos crimes ocorridos no Centro Cívico, em Curitiba. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (3), o delegado Rodrigo Brown confirmou que seis pessoas seguem presas por envolvimento nos crimes ocorridos na última segunda-feira (1) e está analisando imagens para encontrar os demais envolvidos.

Foto: Daniela Sevieri – Banda B

“A Polícia Militar (PM) agiu de forma brilhante na manifestação e conseguiu identificar seis pessoas envolvidas diretamente nos atos de vandalismo e quebra-quebra. Imediatamente elas foram apresentadas e formalizamos a prisão em flagrante, onde passaram a responder por associação criminosa, dano ao patrimônio público e privado, além de desacato”, informou Brown.

Com o inquérito aberto, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) busca encontrar também pessoas que tenham incentivado atos de violência pelas redes sociais, além de monitorar um novo ato marcado para o próximo fim de semana.

Questionado sobre uma possível responsabilização criminal dos organizadores, Brown disse que isso não irá ocorrer e que está contando com o depoimento deles para encontrar os verdadeiros responsáveis pela violência. “Os organizadores de maneira alguma podem ser responsabilizados, já que a princípio foi um movimento pacífico e legítimo. Na verdade buscamos criminosos que se aproveitam das manifestações para dar vazão ao seu ódio e serão tratados com extremo rigor”, disse.

Manifestação

A manifestação de segunda-feira (1) teve início às 18h, na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e começou pacífica.

Um grupo, porém, seguiu em direção ao Centro Cívico. Lixeiras e pontos de ônibus foram vandalizados na Avenida Cândido de Abreu, assim como a sede do Fórum Cível.

A Prefeitura de Curitiba estima um prejuízo de R$ 35 mil, incluindo os pontos da Clear Channel.

Pandemia

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (2), a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, demonstrou preocupação com a ocorrência do ato diante da pandemia do novo coronavírus. “A gente fica muito assustado e preocupado, já que vamos medir isso daqui sete a dez dias. Com certeza terá repercussão, já que grande parte dessa população jovem volta para casa e tem em seu convívio uma pessoa que é hipertensa, de idade, criança ou gestante”, comentou.