(Foto: Flávia Barros – Banda B)

A Delegacia de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, investiga uma denúncia de supostas mordidas sofridas por um menino de um ano e onze meses no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Milton Santos, no bairro Jardim Amália. O caso veio à tona na noite de segunda-feira, após os pais perceberem marcas no corpo durante o banho.

O delegado Reinaldo Zequinão, da Delegacia de Pinhais, afirmou que um inquérito policial foi aberto para apurar o caso. “Os pais desta criança procuraram a delegacia alegando que ele tinha lesões pelo corpo (dez mordidas). Encaminhamos então para a realização de corpo e delito, para termos noção do que provocou estes machucados, para que não se tire nenhuma conclusão equivocada”, descreveu.

Segundo o delegado, enquanto os laudos não ficam prontos os envolvidos serão ouvidos como testemunhas. “É necessário todo o cuidado neste caso. Não é uma situação corriqueira, os pais acreditam em maus-tratos”, destacou.

Processo administrativo

A Prefeitura de Pinhais informa que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) instaurou processo administrativo para apurar os fatos que envolvem o caso ocorrido no Cmei Milton Santos. A família foi atendida e orientada a fazer um Boletim de Ocorrência e exame de corpo delito. A Semed ofereceu apoio para a família com psicólogos e também pediatra para atender a criança, além disso, ofertou vaga em outro Centro Municipal de Educação Infantil. Salientamos que a situação será analisada e medidas cabíveis serão tomadas. Ressaltamos que a Secretaria de Educação tem por princípio a proteção integral à criança, ofertando ensino e estrutura de qualidade. Sabemos que nesta faixa etária, com o período de adaptação na escola, as crianças tendem a ter atitudes como a de morder ou outras, entretanto, a secretaria orienta aos profissionais da rede municipal de ensino a sempre comunicar as famílias.

Em entrevista à Banda B, a Secretária de Educação do município, Andrea Franceschini afirmou que a prefeitura prestou todo o atendimento à criança e à família. “Desde ontem à noite, quando eu tomei conhecimento da situação, nós já nos organizamos para estar na unidade às 7h da manhã, realizando o atendimento à criança e sua família e também para conversarmos com as professoras dessa turma, instaurando a abertura do procedimento administrativo que vai averiguar toda a situação e as responsabilidades de quem não realizou os encaminhamentos cabíveis. Nosso foco hoje foi dar apoio e atendimento à mãe e à filha, que passou por uma avaliação de um pediatra” disse Franceschini.