A Polícia Militar (PM) promete entrar na Justiça para cobrar a responsabilização de internautas que fizeram comentários “irresponsáveis” e “desonrosos” após o capotamento de uma viatura das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), no bairro Tarumã, em Curitiba. Em entrevista à Banda B nesta terça-feira (15), o comandante do 1º Comando Regional de Polícia Militar (1º CRPM), coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que os comentários denigrem a imagem da corporação, bem como dos policiais envolvidos na operação.

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“Algumas pessoas, diante das imagens divulgadas do acidente, passaram a fazer alguns comentários de forma irresponsável em redes sociais. São comentários que denigrem a imagem da instituição e dos policiais, inclusive a mim, que estava no comando. Diante disso, fiz um primeiro documento solicitando ao comandante-geral que obtivesse sugestões junto a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que essas pessoas, que já identificamos e temos print, sejam acionadas judicialmente”, explicou o comandante.

O objetivo dos policiais é obter uma eventual reparação moral pelas críticas mais desrespeitosas. Em casos de citações pessoais, a PM também tem orientado os policiais a obter apoio de associações para o acionamento judicial.

Causas do acidente

Questionado sobre as causas que levaram ao capotamento, Hudson Leôncio Teixeira explicou que a Corregedoria da PM está apurando todo o ocorrido. “Nós não estamos dizendo que um erro não aconteceu, temos uma Corregedoria muito forte, um Ministério Público atuante e um inquérito está sendo realizado para ver se houve alguma negligencia, imperícia ou imprudência por parte do motorista. Mas é preciso ser justo, uma vez que temos um policial fardado, protegendo a sociedade e as pessoas não podem fazer comentários dessa forma”, disse.

Por fim, o comandante explicou que a corporação quer uma perícia detalhada com relação ao veículo envolvido. “Aquele modelo de viatura tem um histórico de vários acidentes. Ocorre o travamento da direção e ele não consegue retomar a trajetória. Já aconteceu fora do Paraná e também quando eu comandava o Bope [Batalhão de Operações Especiais]”, concluiu.

Com a ação judicial, os internautas podem responder por danos morais à Polícia Militar e também a policiais diretamente envolvidos.