Perícia realizada no veículo UP TSI envolvido no atropelamento e morte da estudante Caroline Beatriz Olímpio, de 19 anos, constatou que o motorista Fernando Rocha Fabiani fez modificações esportivas, que podem dar mais velocidade ao automóvel. Assinado pelo perito Guilherme Wendler Alves, o documento a existência de um filtro de ar esportivo não original e de um módulo eletrônico com as inscrições “Race Chip” no compartimento do motor.

Caroline morreu aos 19 anos

Para o advogado da família de Caroline e assistente de acusação, Jeffrey Chiquini, o laudo é prova “inequívoca” da adulteração das características originais do veículo para sua utilização em corridas clandestinas. “O laudo pericial também concluiu que os acusados tiveram previsão do resultado produzido, pois que no local do atropelamento há placa sinalizando a travessia de pedestres. Esta prova pericial, corroborada com a farta prova testemunhal, demonstram de forma inequívoca a ocorrência de homicídio doloso”, afirma.

Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que denunciou Fernando e Nicholas Henrique Castro por homicídio qualificado, um racha era disputado entre os dois e isso provocou a morte de Caroline.

A defesa de Fernando também se pronunciou sobre o laudo. “Informa que, com relação ao laudo noticiado hoje pela imprensa, terá a oportunidade de apresentar sua resposta técnica no processo. Em princípio, o novo laudo em nada altera o panorama processual”, diz a nota assinada pelos advogados Vicente Bomfim e Thaise Mattar Assad.

Em março, um laudo apontou que Fernando dirigia a 114,52 km/h no momento do atropelamento.

O caso

Caroline estudava Arquitetura e Urbanismo na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em Curitiba. Ela estava voltando da faculdade depois de tentar tirar um xerox quando foi atropelada por Fernando, que dirigia um veículo UP TSI, vindo a morrer na hora. Testemunhas disseram que ele e Nicholas estavam praticando um racha.

O atropelamento aconteceu em frente à Universidade Positivo, no Câmpus Ecoville.