A Telemedicina no Paraná já realizou 4,4 mil atendimentos à população, em pouco mais de um mês do lançamento oficial do serviço de saúde online. Do total, 900 pessoas foram direcionadas para uma consulta específica com um médico virtual. O projeto, desenvolvido pela Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), auxilia no enfrentamento à covid-19 para agilizar o atendimento, desafogar unidades de saúde e evitar aglomerações.

De acordo com o diretor-presidente da Celepar, Leandro Moura, o sistema online soma a participação de 320 médicos profissionais. “Isso tudo iria gerar fila na saúde. Até mesmo aquela pessoa que tem sintoma de gripe, que iria para a unidade de saúde ou para o hospital e acabaria proliferando a doença. Estamos auxiliando a manter o controle”, disse Leandro Moura, durante o programa Em Pauta, da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), em cadeia com emissoras do Estado, em diferentes regiões.

 

Diretor-presidente Leandro Moura durante o programa Em Pauta, da Aerp. Foto: Assessoria Aerp

 

A telemedicina foi liberada em março, por meio do projeto de lei 696/2020, durante a pandemia de coronavírus no Brasil. O objetivo é desafogar hospitais e centros de saúde com o atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, como as videoconferências.

Para o diretor-presidente da Celepar, esse recurso utilizado pela saúde, caso tenha prazo estendido, poderá auxiliar na logística de triagem nas unidades de saúde, pós pandemia. “Tudo vai mudar, sabemos que muita coisa tende a se modificar depois da pandemia. Se a telemedicina tiver esse oportunidade de ser mantida é um caminho sem volta. A telemedicina é importante para o quesito triagem, principalmente, para município em que os pacientes acabam tendo que ir muito cedo às unidades de saúde, quase madrugar. Isso poderia ser feito tranquilamente por telemedicina”, avalia.

Na prática

Por meio do aplicativo Telemedicina Paraná, o usuário passa por uma triagem feita por inteligência artificial. Caso haja a identificação de sintomas relacionados à covid-19, ele é direcionado para uma conversa com estudantes dos últimos períodos dos cursos de enfermagem e medicina, bolsistas do programa. Eles tiram dúvidas e, dependendo do quadro apresentado, encaminham a pessoa para uma consulta online com médicos voluntários.

“Se há a necessidade realmente de um médico, o paciente vai para uma lista para ter atendimento com um profissional, mesmo. Também, nesse atendimento com o médico, ele perceber que a pessoa precisa de atendimento presencial, haverá esse direcionamento imediato. Isso tudo agiliza o atendimento”, garante Moura.

Psicólogos

Não apenas para a covid-19, mas também há um atendimento direcionado para a saúde mental. “Muitas pessoas que estão em casa, de quarentena, acabam passando por surtos de ansiedade, crises de pânico até mesmo. A telemedicina também direciona para psicólogos”, explica o diretor-presidente.

A Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Secretaria de Estado da Saúde e o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM), além do CRP, são parceiros da Celepar no desenvolvimento e atendimento na telemedicina.

Para efetuar o download do aplicativo Telemedicina Paraná em smartphones Android, basta digitar telemedicina paraná na loja virtual Play Store, ou clicar neste link.

Já para os usuários de celulares da Apple, é possível pesquisar na loja virtual como telemedicina paraná, ou acessar este link. Outra opção é acessar este site para encontrar as duas versões escaneando via QR Code, ou clicando nos links das lojas virtuais.

Invasão

No último fim de semana, cerca de dez páginas do Governo do Estado foram invadidas por hackers. O diretor-presidente garantiu que não houve qualquer vazamento de informações.

“Foi o que chamamos de superficial, foi uma pichação. Eles não tiveram acesso a nenhum dados, nenhum sistema. Assim que detectamos, acionamos nosso protocolo de segurança, isso foi às 7h35. Até identificarmos de onde partiu, derrubamos todos os sistemas para que eles não conseguissem acessar nada, foram apenas algumas páginas, não foram todas. Foi um trabalho de cerca de duas horas para normalizar”, esclareceu, durante a entrevista.

 

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