O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 19, que 8 Estados e o Distrito Federal registraram mais mortes pela covid-19 na semana que se encerrou em 15 de agosto sobre a anterior.

O maior aumento porcentual foi no Paraná (34%), seguido de Santa Catarina (34%), Mato Grosso (22%), Rondônia (22%), Amazonas (15%), Tocantins (15%), Bahia (15%), Distrito Federal (11%) e Piauí (9%).

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, afirmou que muitas das mortes registradas na última semana não são novas, mas estavam ainda sob investigação.

A Saúde apontou estabilização de casos e queda de 2% nas mortes na semana que se encerrou no último sábado, 15.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN PR

“Este número, embora extremamente alto, vem se mantendo nesta faixa, mostrando tendência de queda no país como um todo desde a 29ª semana epidemiológica”, disse Medeiros sobre a soma de vítimas da doença.

Outros 13 Estados tiveram redução de óbitos confirmados e 9 ficaram com números estáveis. A maior queda de mortes na semana ocorreu no Pará. O quadro de óbitos em São Paulo foi apontado como estável, com -1% de vítimas no período.

Na semana passada, houve redução de casos pela covid-19 em 13 Estados, aumento em 6 e estabilização em 8.

Segundo o ministério, a covid-19 chegou a 5.508 municípios, 98,9% do total. Há vítimas da doença em 3.917 municípios (70,3% do total).

Testes

O ministério informou que distribuiu 5,72 milhões de exames RT-PCR na pandemia. O número equivale a 23,63% dos 24,2 milhões de testes prometidos. Este exame detecta a presença do vírus e é tido como “padrão-ouro” para o diagnóstico.

O SUS realizou 2,14 milhões de exames RT-PCR. A rede particular, outros 2,01 milhões.

Estados e municípios apontam que não conseguem usar todos os reagentes enviados pelo ministério, pois faltam equipamentos e substâncias necessárias no “kit” do teste RT-PCR, como cotonetes e tubos coletores. O ministério afirma que tem regularizado as entregas dos insumos e que está distribuindo máquinas para automatizar parte da preparação das amostras para realizar o teste.

O SUS também realizou 6,1 milhões de exames sorológicos, como os testes rápidos, que encontram anticorpos do vírus, mas são indicados apenas para uso após o oitavo dia de sintomas.