Três meses após a reprovação nos testes de qualidade e posterior recolhimento por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Paraná começa a sentir o impacto da falta da vacina pentavalente, que é utilizada para a prevenção de várias doenças. Nesta quinta-feira (10), um grupo de pais e mães procurou a Banda B para relatar a dificuldade de encontrar as doses nas unidades de saúde de Curitiba e também da região metropolitana.

Foto: Divulgação SMCS

A chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Vera Rita da Maia, confirmou à Banda B a redução nos estoques e admitiu que a normalização ainda pode demorar até quatro meses. “Com a interdição, o programa nacional de imunização o recolhimento das vacinas em todo o país e isso provoca um desabastecimento. O Ministério da Saúde já iniciou uma nova compra, mas sabemos que o trâmite demora, então a previsão é que a regularização comece neste final de outubro e vá até fevereiro do ano que vem”, explicou.

O lote de vacinas reprovado foi comprado junto da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Ao todo, foram mais de 3,2 milhões de doses recolhidas em todo o território brasileiro.

Diante do desabastecimento, a Sesa orienta pais e mães que cadastrem os filhos em filas de espera nas unidades de saúde. “É necessário o registro das crianças, para que elas sejam chamadas assim que os novos estoques cheguem às unidades. Lembrando que o atraso pode até acontecer, mas a criança não pode ficar sem a vacina”, concluiu.

A vacina pentavalente previne doenças como difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus tipo b e poliomielite.

Recolhimento

A reprovação da Anvisa aconteceu em julho. O Ministério da Saúde já fez a solicitação para a compra de 6,6 milhões de doses e começou a receber de forma escalonada em agosto.

Por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata.