Um grupo de cerca de 150 feirantes do Largo da Ordem realizou um protesto, na manhã deste domingo (26), justamente no ponto em que a feira aconteceria, em frente ao Cavalo Babão, no Centro Histórico de Curitiba. A feira de artesanato e gastronomia está suspensa há cinco meses e os manifestantes reclamam por não poderem trabalhar desde então. A Prefeitura de Curitiba criou um site para a venda online dos produtos, mas os feirantes alegam que o resultado não foi positivo.

 

“Estamos esquecidos há quatro meses e precisamos de um retorno imediato da feira. Uma loja virtual ou cesta básica não vão ajudar, porque precisamos de mais que isso para sobreviver. Vamos nos adequar e fazer o que for preciso, mas precisamos voltar”, disse à Banda B a artesã Gisele Correia, que trabalha com toalhas e bordados em fita.

Ericka Vargas trabalha com comida baiana na feira e disse não entender como academias e shoppings estão abertos, enquanto a feira do largo não. “Não é possível abrir shoppings, academias e não permitirem uma feira do Largo da Ordem, que só acontece aos domingos. Nossa briga hoje é essa. Eu vendo comida tipica e estou sem receber nada”, lamentou.

Já Jeferson de Oliveira Ribeiro faz a segurança da feira e contou que com a parada onze empregos foram fechados. “Não tem feira, não tem empregos. A situação está bem complicada. Tem feira acontecendo durante a semana, porque não a nossa aos domingos?”, questionou ele.

Os feirantes pretendem entregar uma carta ao prefeito Rafael Greca solicitando a retomada da feira.