Foto: SMCS/Divulgação

Com as facilidades da internet e a popularização dos smartphones, muitas são as opções para aqueles que pretendem comprar ou vender imóveis. Aplicativos, sites especializados e as próprias imobiliárias já prestam esse tipo de serviço há muito tempo. Mas nos últimos anos, com a queda do boom imobiliário, proprietários de residencias têm reclamado da dificuldade em negociar no atual cenário econômico brasileiro.

Enquanto o número de propriedades qualificadas para o aluguel ainda é muito baixa, aqueles que buscam vender imóveis encontram um mercado saturado e preocupado com a queda dos preços. O consultor em mercado imobiliário, Rodrigo Werneck, explica que esta é uma realidade em todo o país. Ele salienta, inclusive, que em Curitiba,  o número de imóveis à venda é quatro vezes maior que os de locação. “Hoje, o pior negócio a fazer é vender a casa. Porque o vendedor precisará oferecer descontos muitas vezes agressivos para conseguir encantar o comprador. Então, quem dá as cartas hoje, é quem compra um imóvel”, afirmou em entrevista à Banda B.

No caso de venda imediata, como em processos de divórcio ou de necessidade financeira, Werneck alerta: o vendedor perderá dinheiro. O especialista aconselha, se não há pressa em se vender, o certo é esperar um cenário mais favorável.

Cenário ruim

“O excesso de ofertas de residências à venda faz com que o preço das unidades seja menor, causando uma desvalorização. E com o baixo estoque de imóveis para locação, além da crise econômica, muitos brasileiros estão segurando investimentos altos, como a compra de uma casa”, afirma Fernando Prates, diretor comercial da Imobiliária Prates.

Uma simulação feita pela companhia mostra que os gastos com um apartamento de dois quartos e uma vaga na garagem, localizado no bairro Batel, em Curitiba, chegam a aproximadamente R$ 10 mil por ano, somando valor de condomínio e IPTU pagos pelo proprietário. Por outro lado, se o apartamento está locado por R$ 1.850 por mês, preço médio na região, o dono do imóvel tem um aumento na renda de R$ 22.200 por ano. “Custos fixos, como IPTU e condomínio ficam a cargo do inquilino. Então, se o imóvel estiver alugado, o proprietário não terá que se preocupar com isso”, explica Fernando.

Além disso, de acordo com Fernando, durante a negociação entre proprietário e comprador, o imóvel pode sair com até 30% de desconto. “A residência que está bem localizada tende a ser mais valorizada com o tempo. Por isso, quanto mais esperar para vender, mais valioso o imóvel pode se tornar, e ainda gera uma boa renda ao estar alugado”, complementa.

A empresária Marcela Silva Brasil, de 30 anos, é uma das pessoas que não tem mais como prioridade a compra de um imóvel. Marcela deixou de comprar um apartamento para alugar um sobrado, com o dobro do tamanho. “Eu e meu marido chegamos a pensar em comprar um apartamento, mas com o valor que poderíamos investir, o imóvel seria muito pequeno”, conta. “Nós trabalhamos muito e o mínimo que merecemos é morar em um bom lugar, com espaço e que seja bonito. Por isso, optamos viver com qualidade, alugando um sobrado que supre nossas necessidades”, completa.