Em uma nova tentativa de ‘cortar’ a cadeia de transmissão, prefeitos da região metropolitana de Curitiba vão se reunir na noite desta quinta-feira (3) para discutir medidas conjuntas de combate ao coronavírus. Uma das medidas que será colocada na mesa é o ‘lockdown’ aos domingos, ideia que já foi adotada anteriormente na pandemia.

Na quarta-feira, municípios já se reuniram com Governo do Estado (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

De acordo com o presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) e prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack, é preciso um regramento único para que uma redução no número de pessoas aconteça. “Não adianta fazer um corte de transmissão em uma cidade e não fazer na outra, já que as pessoas irão migrar, então a ideia é chegar a um consenso”, explicou.

Vale lembrar que o decreto de bandeira laranja se encerra nesta quinta-feira em Curitiba. Para possibilitar um entendimento único, a capital deve aguardar a reunião antes de publicar novas normativas.

Decreto estadual

Já com o texto do decreto estadual em mãos, ele servirá como ‘guarda-chuva’ para que os prefeitos tomem decisões mais duras e que contemplem a particularidades de cada região do Paraná. Como a região metropolitana de Curitiba é a mais populosa e com maior número de casos, a expectativa é de que tenhamos sim medidas mais duras.

Entre as medidas que já devem ser contempladas pelo Estado está a ampliação do toque de recolher, com proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas no horário; eventos limitados a dez pessoas; indicação de home office para servidores estaduais, municipais e também trabalhadores da iniciativa privada; suspensão de práticas esportivas coletivas, como futebol.

Segundo Wozniack, o governo tem atendido a maior parte dos pedidos dos prefeitos. “Cerca de 80% do que pedimos, o governo já está atendendo, mas deixou esse ponto do decreto metropolitano para interesses regionais. O decreto de Curitiba, antes de ser publicado, será lido na reunião com os prefeitos para que possa ter consonância com o nosso”, concluiu.