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Contra o fim do ensino integral no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Lala Schneider, pais e professores realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira (8). A mobilização foi realizada em frente à instituição, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Na manifestação, a comunidade realizou um abaixo-assinado para entregar para a Secretaria Municipal da Educação.

Pai de uma aluna da instituição, Walter Ferreira dos Santos, disse temer que a mudança traga prejuízos à famílias da região. “Eles estão transformando todas as turmas que hoje são integrais para um meio período. Em 2020 não teremos mais ensino integral e isso pode prejudicar famílias que não vão mais poder trabalhar. Nós estamos aqui para evitar que isso aconteça”, disse.

O protesto foi realizado na saída das aulas e algumas crianças chegaram a participar com apitos para chamar a atenção de outras pessoas da comunidade.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a mudança no Lala Schneider faz parte de um remanejamento que irá acontecer em vários CMEIs. “Nós identificamos unidades que, em sua redondeza, tem outros CMEIs perto, como é o caso do Lala Schneider. Lá, são outros cinco ou seis unidades com atendimento que continuará sendo integral. Então, quem tiver interesse no meio período, vai poder ter atendimento no Lala”, afirmou a superintendente de Gestão Educacional, Elisângela Iargas Iuzviak Mantagute.

A medida não afeta atuais alunos da instituição, já que a mudança é gradual. Segundo Elisângela, quem já está matriculado no período integral vai poder concluir suas atividades nesta modalidade de ensino. Por exemplo, quem está no Pré I, poderá fazer o Pré II no período integram em 2019.

Preocupação com corpo docente

Outra preocupação de pais relatada à Banda B é com o corpo docente destas instituições. Fernanda Souza tem um filho matriculado no maternal e teme que pessoas sem experiência sejam colocadas no lugar de profissionais com anos de atividade. “São pessoas que temos confiança e que serão trocadas”, lamentou.

A superintendente de Gestão Educacional, porém, afirma que isso é necessário por conta desse remanejamento. “Todos os novos profissionais são extremamente qualificados e possuem um trabalho de formação continuada. O remanejamento serve justamente para que os educadores permaneçam em escolas de integração integral”, concluiu Elisângela.

Para a mudança, profissionais com mais anos de atuação, possuem preferência na escolha dos novos CMEIs.