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O juiz eleitoral Marcelo Teixeira Augusto, da comarca de Rio Branco do Sul, condenou, nesta segunda-feira (26), o advogado Amauri Cezar Johnsson por compra de voto nas eleições municipais de 2016. Ele é acusado de pagar R$ 100 para um morador da cidade votar em seus filhos, um candidato a prefeito e outro a vereador. Ambos acabaram eleitos.

O advogado, que já foi prefeito da cidade, foi condenado no artigo 299. “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”, segundo a Justiça Eleitoral.

Na sentença condenatória, o Juiz destacou que um eleitor confessou ter recebido de Amauri a importância de cem (100) reais, para, no dia previsto para a eleição municipal de 2016, votar aos então concorrentes aos cargos de prefeito e vereador do município de Rio Branco do Sul, Cezar Gibran Johnsson e Gen Johsson, ambos filhos de Amauri, que acabaram eleitos.

O réu foi condenado a pena privativa de liberdade de 02 (dois) anos de reclusão e pecuniária de 10 (dez) dias-multa, substituída por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços a serem desempenhadas junto ao Fórum Eleitoral desta Comarca. Ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

Para chegar ao resultado, o Juiz considerou que: “O grau de reprovabilidade da sua conduta mostra-se acentuado, pois, sendo o réu advogado militante e figura pública de renome e de grande influência em Rio Branco do Sul – o acusado já chegou a ocupar a cadeira de Prefeito municipal – dele se espera e se exige comportamento compatível com a dignidade da profissão que exerce e com o status que ostenta no meio social onde vive e trabalha. Assim, dadas as suas condições pessoais, o réu tem o dever não apenas de respeitar, mas também de fomentar e de promover a observância e o cumprimento das normas constitucionais e legais que disciplinam a vida em sociedade, sobretudo daquelas destinadas a regular o processo de escolha dos representantes do povo e de seus governantes.”

A Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Branco do Sul, que não se manifestará sobre o caso, por não se tratar de assunto direcionado à administração municipal.