O mestre e doutor em ortodontia Alexandre Moro, de 50 anos, fez uma postagem na rede social Facebook em que relata um aumento de nada mais nada menos que 2.964,28% no preço de máscaras descartáveis na comparação entre janeiro e maio. No início do ano ele pagou R$ 6,69 por uma caixa com 50 e agora precisou desembolsar R$ 205.

(Imagem Ilustrativa)

 

 

Em entrevista à Banda B, neste sábado, Alexandre Moro, que tem uma clínica no bairro Água Verde, em Curitiba, e também é professor das Universidades Positivo e Federal do Paraná, lamentou a atitude das empresas. “Infelizmente as empresas se aproveitam da situação de necessidade, pela compra das máscaras neste momento e tentam ganhar dinheiro em cima. Em janeiro eles vendiam por R$ 6,69 e agora estão vendendo por R$ 205 e estou falando de uma caixa com 50 máscaras descartáveis”, lamentou,

O ortodontista sabe que as empresas estão pagando mais caro pelo produto, mas aponta que colocam um valor ainda maior no preço da fábrica. “Conversei com outras empresas e antes eles pagavam R$ 2,30 para revender por R$ 6,69. Agora estão pagando mais caro, mas colocando um valor ainda maior de lucro, de R$ 40 ou R$ 100”, descreveu.

De acordo com Moro, as mudanças nos preços de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) têm se tornado uma rotina. “Não é a questão do produto, mas o que tem sido feito pelas empresas. Antes você pagava R$ 6 no álcool gel e agora paga R$ 25. Estas empresas na nossa área, da saúde, ao invés de ajudar estão dificultando mais, aumentando absurdamente os preços”, concluiu.

A Banda B buscou contato com a fabricante e a revendedora, mas por ser fim de semana não conseguiu retorno. Na segunda-feira a reportagem buscará novamente as respostas para o aumento.