Prefeito Puppi em entrevista à apresentadora Elizangela Jubanski (Foto: Banda B)

 

Nesta sexta-feira, dia 23 de fevereiro, a cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, completa 147 anos. Uma cidade resiliente, que se reconstrói em meio às crises, a única do estado do Paraná com este título. Com muito orgulho por administrar a cidade, o prefeito Marcelo Puppi foi o convidado do Jornal Metropolitano desta semana, onde  trouxe um balanço do seu primeiro ano de gestão e expectativas para o que vem pela frente.

Inicialmente, o prefeito falou sobre o título de cidade resiliente, dado pela ONU (Organização das Nações Unidas) a Campo Largo. “É a cidade que tem capacidade de recuperação, não envolvendo apenas a Prefeitura, mas também sua população. Precisamos entender que Campo Largo fica entre as Serras de São Luiz do Purunã e do Mar, bem no final das rotas dos temporais. Em 2014, a cidade foi desvatada por um temporal de granizo e se recuperou, pela força de seu povo. Pouco depois, houve destruição também em Ferraria e Bateias. Por isso, o major Pinheiro, da Defesa Civil, sugeriu e nós recebemos essa nomeação, que muito nos orgulha, porque nos reconstruímos nas catástrofes”, destacou.

Prefeito Puppi, no centro, durante premiação dada à Cocel

Desta força da população e por acreditar na cidade, Puppi se emocionou a falar sobre a recuperação da Cocel (Companhia Campolarguense de Energia), que gerencia a distribuição de energia aos consumidores do município. “A Cocel é do povo de Campo Largo, ajudando decisivamente para a cidade no pagamento do 13° salário e deixando um dinheiro a ser gasto nela. Éramos uma das maiores empresas de pequeno porte do Brasil, mas foi caindo, aumentando a tarifa. Queriam que a gente entregasse ela a Copel (Companhia Paranaense de Energia), mas não fizemos, porque iria a leilão e poderiam vir pessoas querendo usar e não trazer nada à cidade”, iniciou.

A insistência na recuperação da empresa trouxe frutos já em 2017. “Limpamos o cabide de emprego e fizemos a reestruturação da Cocel. Nós concorremos ao prêmio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL – de melhor distribuidora para até 400 mil distribuidoras, e nós vencemos. De últimos, fomos a primeiros. Ganhamos também o prêmio de empresa que mais cresceu. Numa época de tanta podridão, eu cheguei e pedi ‘não roubem’. Isso nos dá orgulho”, completou o prefeito, que chegou a chorar ao falar sobre o tema.

Expectativa é de um 2018 de mais investimento para Campo Largo (Foto: Divulgação)

Metas

Com relação às metas para o ano de 2017, o prefeito afirmou que quer comparar a sua gestão com ela mesma. “Comparo a minha gestão com a minha própria gestão. Janeiro de 2017 eu tinha um deficit de R$ 50 milhões, já para 2018 são R$ 128 milhões em investimentos. Eu fiz um manifesto de campanha. Estou perseguindo todas as minhas metas, uma por uma. Quero ter a menor tarifa do Paraná de energia em um ano, dar mais qualidades as unidades de Saúde, o que já está acontecendo, distribuir os uniformes aos estudantes municipais, o que também já aconteceu. Em resumo, fazer uma administração com moralidade e deixar uma cidade melhor ao meu sucessor”, explicou.

Em meio às metas a serem cumpridas, o prefeito destacou as dificuldades na arrecadação municipal. “São três fontes: repasses do governo federal, impostos estaduais – normalmente ligados ao ICMS e IPVA – e a terceira parte de impostos municipais. Quando uma cidade vai bem, recebe 25% de verba federal e estadual e 47% de impostos municipais, isso no volume global daquilo que você recebe. Sofríamos muito com isso, porque os impostos municipais não chegavam a 17%. Todos têm que pagar impostos, para que todos paguem menos. A cidade é uma ação compartilhada, a casa de todos. Isso está melhorando”, afirmou.

Infraestrutura

Obras de pavimentação em Campo Largo

Com excedente em caixa para 2018, o prefeito falou na entrevista sobre as obras que vem pela frente, especialmente com relação à infraestrutura. Antes, ele relatou o tamanho da malha viária da cidade. “São 4,5 mil kms de estradas, algumas idas e voltas para o Rio de Janeiro. A malha  é muito grande e são vários lugares para serem asfaltados. Estamos licitando uma obra no Itaqui, ligando o Bela Vista e o Vila Boa. Faremos a ligação com o Gorski e a região do Ferraria. Neste fim de semana, estamos concluindo o asfalto da AV. da Porcelana até o Schmidt”, prometeu.

O prefeito também garantiu levar pavimentação a regiões mais afastadas. “Regiões como Três Córregos e São Silvestre, que são longínquas, serão beneficiadas. Têm escolas rurais que passam pelas estradas caminhão e carros e têm muito pó. Vamos levar pavimentação para estas regiões”, contou.

Habitação Popular

Outro tema importante tratado pelo prefeito foi com relação à assinatura de um contrato entre a Prefeitura de Campo Largo, a Cohapar – Companhia de Habitação do Paraná e a Caixa Econômica Federal, para a construção de 416 unidades habitacionais populares no Município.”Vamos pegar pessoas em locais de risco, podendo adquirir casas com 20% do valor, 70% subsidiado pelo governo federal e 10% pelo estadual. Foi uma corrida contra o tempo, porque precisávamos contratar em 30 dias para sair a obra e fomos o único município a conseguir isso, no desafio dos 30 dias proposto pelo Governo Federal. A construção fica em torno do Hospital Rocio, para que seja uma área boa para todos”, salientou.

Por fim, o prefeito foi questionado se Campo Largo está perto de alcançar o seu ápice de desenvolvimento, com a possibilidade das obras do condomínio Alphaville e a inauguração do Shopping Outlet. “Não sei se chegaremos ao nosso ápice. O que buscamos na cidade é qualidade de vida, não sei se um ‘bum imobiliário’ trará isso. O ápice é que a cada dia Campo Largo seja uma cidade melhor para se viver, sabendo que precisa-se melhorar sempre”, concluiu.

Programa

O Jornal Metropolitano vai ao ar todo sábado (às 23h) e domingo (às 6h), na Rádio Banda B, com repercussão também no Portal da Banda B.