Toda criança já ouviu a seguinte pergunta: o que você quer ser quando crescer? Entre médicos, advogados e engenheiros, há inúmeras possibilidades para meninos e meninas que vislumbram um futuro. Mas, e entre aqueles que, tão cedo, sofrem com uma dura realidade social, qual seria a resposta? É o que a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Dom Pedro II, tenta proporcionar para diversas crianças e adolescentes na cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba (RMC). A ONG é um exemplo de como o esporte pode ser usado como ferramenta de transformação para famílias que enfrentam dificuldades socioeconômicas.

A Banda B conversou nesta segunda-feira (14), com o presidente da instituição Marcos Antônio Ferreira Gomes e o nadador paraolímpico, voluntário da ONG, Alan Kleber Basílio, e conheceu um pouco mais do trabalho realizado por lá.

 

O nadador Alan Kleber Basílio ao lado dos beneficiários do projeto. Foto: Arquivo Pessoal/Colaboração

 

Fundada em 2017, a ONG surgiu com a meta inicial de promover a inclusão social através de atividades esportivas e lúdicas. Atualmente, conta com diversos profissionais e voluntários de diferentes áreas que, em conjunto, trabalham para atingir bons resultados. “Abrimos modalidades de lutas e atletismo. Também usamos a cultura, por meio da música e do teatro para trabalhar o nosso objetivo final: tira-los da rua e da região crítica que eles moram”, iniciou o presidente à Banda B.

À Banda B, Gomes revelou o número de 250 crianças impactadas com o projeto. No entanto, esta quantidade pode dobrar em situações específicas. “Quando fazemos algum evento, este número passa dos 500 e chega atingir até 600 crianças, entre meninos e meninas”, comentando que as  atividades são aplicadas em contraturno e totalmente gratuitas. “As nossas crianças são atendidas por psicólogos em uma parceria com uma universidade de Curitiba, por exemplo. Este ano, em virtude da pandemia, nós cuidamos da saúde mental deles todo no formato online”, ressaltou.

Atletas profissionais

Ainda de acordo com o presidente, a ONG conta com a atuação de diversos atletas que vivem do alto rendimento. Este é o caso do nadador paraolímpico Alan Kleber Basílio, voluntário, palestrante e conselheiro esportivo da instituição. “Eu compartilho um pouco da minha rotina de atleta com alto rendimento para eles”, explicou.

O Alan veio aqui no inicio do projeto e deu uma palestra muito boa. Então, a gente criou este vínculo. Ele gostou do nosso trabalho”, mencionou o presidente Gomes.

Basílio detalha que procura incentivar as crianças mostrando que eles devem acreditar nos próprios potenciais. “Assim como eles, eu comecei a nadar enquanto era criança. Todos nós temos dificuldades ao longo da vida, porém a gente pode supera-las com disciplinam, dedicação e fé para atingir os objetivos”.

Para o nadador, mesmo que elas não cheguem a ser atletas profissionais no futuro, os valores esportivos serão levados por todos durante a vida. “Eu acredito muito na força do esporte. O trabalho em equipe, a disciplina, a boa conduta, isto agrega valor para a vida, seja como atleta ou cidadão. Todo trabalho feito que é pensado no bem, gera frutos no futuro. A semente, por menor que ela seja, ela pode dar frutos maravilhosos”, comentou.

Ajuda

A ONG está localizada no quilômetro 9 da BR-277, na vila Dom Pedro II. “A sede da ONG é na minha casa, mas trabalhamos no barracão de uma igreja na região. Também utilizamos barracões de amigos que nos emprestam para efetuar as ações do projeto”, pontuou Gomes.

Atualmente, a instituição também trabalha com comunidades indígenas e moradores da rua. O presidente citou que o trabalho se estendeu com o destino de roupas e comida para estas pessoas. “Você pode ligar diretamente no número (41) 9 99553-3108. Também pode falar conosco pelo nosso facebook (acesse aquie pelo nosso e-mail – [email protected] –  que passamos todas as informações”, concluiu o presidente à Banda B.