Os caminhoneiros que bloqueiam as rodovias no entorno de Curitiba não percebem no horizonte uma possibilidade de liberação dos trechos em que estão nas BR-116, BR-277, BR-376 e BR-476. Em entrevista coletiva, na manhã deste domingo, Plínio Dias, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais e secretário geral da Fenacam (Federação Nacional dos Transportadores), disse que o caminhoneiro está acostumado a ficar na estrada e que ficará parado o tempo que for preciso.

“Decidimos continuar parados. Nós aceitamos receber uma proposta do governo, que foi rejeitada por unanimidade. Estamos abertos para novos diálogos, para que venha uma proposta coerente, para tirar os nossos caminhoneiros do sufoco. Enquanto isso, ficamos aqui, sem prazo determinado. O caminhoneiro é acostumado a ficar na estrada e não vai sair daqui”, descreveu Plínio.

O sindicalista fez questão de lembrar o quer quer a categoria. “Nós estamos avisando desde 21 de maio. Queremos o fim do PIS/Cofins, fim do pedágio para eixos erguidos e do decreto para que a Petrobrás faça estes aumentos abusivos. Queremos que estes nossos pedidos sejam aceitos integralmente”, destacou.

Segundo Plínio, cargas para serviços essenciais são liberadas, mas apenas elas. “As cargas vivas, caminhões com cargas hospitalares, oxigênio, tudo está liberado. Está passando ônibus e combustível para ambulância, porque a população, que nos apoia, não pode passar por problemas”, disse ele, negando por ora a liberação de caminhões-tanques para o abastecimento de carros particulares”, opinou.

Pelo o que a Banda B sentiu no local, Plínio é uma liderança forte perante aos caminhoneiros e a liberação só vai acontecer se o Governo Federal realizar uma proposta que seja de acordo com que quer a categoria.