A secretária municipal de Educação, Maria Silvia Bacila, assegurou que a volta presencial das aulas da rede municipal em Curitiba só será feita se houver segurança sanitária para todos. Em entrevista ao apresentador Paulo Sérgio Debski Junior no Instagram e Facebook da Banda B, na manhã desta terça-feira (29), Maria falou deste tema e do momento geral que a educação pública curitibana está passando pela pandemia.

“Nós entendemos esta ansiedade. Entendemos a ansiedade inclusive que é colocada na nossa secretária de saúde – Márcia Huçulak. Mas vamos seguir com a lógica do cuidado. Nós temos um comitê da Secretaria Municipal de Educação em que participam representantes de todos os segmentos das nossas escolas e estamos trabalhando com protocolos para um possível retorno. Porém, um possível retorno quando nós tivemos segurança porque neste momento nós não temos segurança sanitária”, garantiu.

 

A secretária municipal de Educação concede entrevista à Banda B nesta terça-feira (29). Foto: Reprodução

 

Questionada sobre a adoção de possíveis protocolos de segurança, Maria ressaltou que mesmo com a chegada da vacina para a Covid-19, a conscientização social ainda será para ações de mudanças no comportamento. Ainda, ela mencionou que não existe a possibilidade de copiar protocolos de outras cidades.

“Eu reitero que o nosso trabalho relacionado as ações pedagógicas, do que nós chamamos de aula para a educação infantil, estão mantidos para todas as famílias. Nós temos um comitê e não estamos parados. Então, eu não vou copiar o protocolo de outra cidade, porque eles elaboram aquilo de acordo com a realidade de cada cidade, Curitiba é complexo. Reitero, nós não temos nenhuma ansiedade neste sentido em termos de ações presenciais neste momento sem segurança”, reforçou.

Trabalho

Atualmente, de acordo com a secretária, Curitiba possui 185 escolas, 230 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) e 11 Centros Municipais de Atendimento Educacional Especializado (CMAEE). Maria defendeu o trabalho feito pelos profissionais da educação pois, segundo a secretária, apenas 0,7% dos cerca de 146 mil estudantes na rede, não foram atingidos com as ações do município neste período.

“Este número é regular para a cidade, e talvez esteja menor do que outros anos quando buscávamos estas ações educacionais. Nós já entregamos cerca de 600 mil kits de alimentares para os estudantes que estão longe das escolas. Estamos trabalhando com os recursos do século 21 e com isto possibilitamos o trabalho remoto na educação curitibana. Esta página da história nós estamos escrevendo juntos”, destacou.

Continuidade

A secretária ainda disse que para ela é uma surpresa falar sobre volta as aulas sendo que, desde o dia 13 de abril, a cidade continuou o desenvolvido das disciplinas pelos recursos online como o canal no Youtube e a TV Escola, em parceria com o Governo do Estado. Para ela, este tema é antigo porque a cidade nunca parou de dar aulas.

“Nós apenas fizemos a antecipação do recesso de junho para antes da Páscoa. Desde então não paramos mais, não tivemos mais um dia de recesso sequer. Estamos trabalhando continuamente com a nossa TV Escola, com o nosso canal no Youtube, com as propostas que são entregues pelos nossos professores e profissionais de educação infantil nas unidades para todas as famílias. Estamos obtendo inúmeros retornos de todo este material desde então. Este é um esclarecimento porque a educação pública curitibana, especialmente, a municipal, não parou neste momento de pandemia”.

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