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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta-feira, a Campanha da Fraternidade 2019, com tema “Fraternidade e Políticas Públicas”. Em Curitiba, o evento aconteceu na Cúria da Arquidiocese, com a presença do arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, e do o Bispo Auxiliar Dom Francisco Cota, o coordenador local da campanha.

A Campanha da Fraternidade é realizada pela Igreja Católica no Brasil anualmente com o objetivo
de despertar o espírito comunitário em busca de um bem comum. Neste ano, o tema é
“Fraternidade e Políticas Públicas” e o objetivo é “estimular a participação em políticas públicas, à
luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum,
sinais da fraternidade”.

Segundo Dom Peruzo, a campanha da fraternidade quer buscar ajudar justamente aqueles que mais precisam. “É sempre uma campanha de conscientização de temas relevantes e políticas públicas de uma emergência, especialmente em dias difíceis como os nossos. Muitos católicos imaginam que isso é politização do evangelho, mas não, o que se buscar é levar o evangélico justamente para os que mais

Com o tema, a Igreja Católica trabalha a compreensão de que Políticas Públicas não são somente
ação do governo, mas sim a relação entre as instituições e os diversos atores sociais que possam
ser envolvidos na solução de um determinado problema da sociedade. Ao abordar este tema, a
Igreja tem como objetivo despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na
construção dessas ações em âmbito nacional, estadual e municipal.

A Campanha da Fraternidade é aberta nacionalmente sempre na quarta-feira de cinzas e tem seu
período mais intenso durante a Quaresma – até a páscoa. No dia 14 de abril, Domingo de Ramos,
é realizada uma coleta nas igrejas para destinar recursos a obras sociais relacionadas com a
Campanha da Fraternidade.

Dom Peruzzo ressalta ainda que se faz necessário praticar a fraternidade. “O jejum que aprecio é a solidariedade com quem sofre. A quaresma é um tempo de conversão de preparação para festejar a vitória de Jesus sobre os sinais de maldade e morte e há muitos sinais no ambiente. É maldade ignorar a dor do fraco. Não se trata de solucionar todos os problemas, porque isso nunca se conseguiu, mas a indiferença é muito grave”, concluiu.