Em entrevista ao vivo no Jornal da Banda 1ª edição nesta quinta-feira (16), o prefeito de Curitiba Rafael Greca garantiu que serão criadas 50 mil novas vagas na educação infantil com a terceirização dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), tanto os conveniados quanto as unidades oficiais.

“Eu terceirizei e já estamos celebrando o convênio com 97 CMEIs, que somados aos 235 oficiais que temos, nos possibilitarão a criação de mais 50 mil novas vagas na educação infantil ao longo do ano letivo. Vou costurar a boca da oposição igual quando se costura a boca do sapo em macumba. Acabou o assunto: 50 mil novas vagas”, destacou Greca em entrevista a Paulo Sérgio Debski e Denise Mello.

Prefeito Rafael Greca e a apresentadora Denise Mello – Foto: Banda B

Greca enfrentou críticas quando, mesmo após abaixo-assinado com 14 mil assinaturas e sob protestos de pais, vereadores e escolas, deu seguimento em novembro ao processo de homologação das novas creches que atenderão crianças de 4 e 5 anos em 2020.

Ainda em relação à terceirização, o prefeito reafirmou que, assim como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da CIC, vai terceirizar todas as UPAs, mesmo sob protesto dos sindicatos dos servidores.

“Conseguimos ontem a cassação da liminar que impedia novas terceirizações das UPAs, resultado das forças de atraso dos sindicatos. Vou terceirizar todas e assim vou colocar os funcionários públicos que atuam nestas UPAs para atuarem nas Unidades Básicas reforçando a atenção primária à saúde”, disse Greca ao citar que Curitiba investiu R$ 1,9 bilhão em saúde.

Denise Mello e Rafael Greca – Foto Banda B

Linha Verde e ‘Selfies’

A “novela” da Linha Verde, com obras que duram já 13 anos, também foi abordado na entrevista. Greca disse que este assunto está resolvido, porém, é complexo. “Não dá para aprovar no tempo de uma postagem do Facebook uma obra complexa como essa com 4 pistas que vem, 4 que vão, todas em asfalto, além de duas que vêm e vão em concreto armado (…) não posso ser cobrado pelo atraso dos outros”, ressaltou Greca garantindo que as obras estão em andamento.

Bem humorado, o prefeito disse ainda que hoje o que mais lhe pedem nas ruas são selfies. “A cidade está num patamar de satisfação que hoje, quando me abordam, o que mais me pedem é selfie”, brincou.

Greca afirmou ainda que as contas estão equilibradas, que todas as dívidas da gestão anterior foram pagas e que Curitiba tem hoje um Fundo Anticrise, o primeiro do Brasil. “Hoje, temos a letra A da Secretaria do Tesouro Nacional porque conseguimos poupar 10% do dinheiro dos impostos. Além disso, temos um Fundo Anticrise, o primeiro do Brasil, que é dinheiro guardado a espera de um eventual vendaval, cataclismo econômico ou um soluço do Paulo Guedes para qualquer coisa que ameace a cidade”.

Paulo Sérgio Debski, apresentador do Jornal da Banda B 1ª edição – Foto Banda B

Reeleição

Greca reafirmou que será candidato a reeleição pelo DEM e que conta com a mesma chapa, tendo Eduardo Pimentel (PSDB) como vice.

“Todos os partidos vão defender as suas bandeiras e continuarei defendendo Curitiba. Em relação a Eduardo Pimentel, ele é o vice dos sonhos, mas é preciso ter viabilidade política. No meu coração, ele é meu vice-prefeito. Acho que a chapa fica igual”, afirmou.

Sobre o apoio do governador Ratinho Junior, Greca disse que seria bem vindo. “O governador tem as razões dele e do partido (PSD). Não posso ser antiético, mas se ele quiser nos apoiar será bem vindo”, completou cantando o Hino de Curitiba.

Sindicatos

O SISMUC, o SISMMAC e o SIMEPAR afirmaram, por meio de nota, que vêm lutando juntos em defesa dos serviços públicos de Curitiba e contra os retrocessos da gestão Greca. Leia na íntegra:

“O SISMUC, o SISMMAC e o SIMEPAR vêm lutando juntos em defesa dos serviços públicos de Curitiba. Não se trata de “força de atraso”, mas de uma luta em defesa dos direitos da população de Curitiba e contra os retrocessos da gestão Greca.

A oposição à terceirização das UPAs vem sendo uma das principais lutas dos sindicatos, pois experiências de diversos lugares mostram que o repasse dos serviços públicos à iniciativa privada resultam na piora na qualidade do atendimento. Isso sem contar as várias denúncias relacionadas a gestões fraudulentas por organizações sociais.

Mesmo a economia propagada pela Prefeitura não pode ser comprovada, uma vez que a gestão vai continuar repassando verbas para as OSs gerirem as UPAs. Há ainda o agravante da falta de transparência, já que essas organizações não têm a obrigação de divulgar seus dados publicamente, como acontece com a Prefeitura, por exemplo.”