O Ministério Público do Paraná (MP-PR) se posicionou, nesta terça-feira (17), contra a prisão de Allana Brittes. A manifestação foi um pedido da juíza Luciani Regina Martins de Paula, após a assistência de acusação alegar que a jovem de 19 anos teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. Allana responde por três crimes no processo que envolve a morte do jogador Daniel Correa Freitas.

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A assistência de acusação havia pedido a volta para a prisão no último dia 7 de dezembro, após duas fotos postadas por Allana nas redes sociais. Segundo o advogado Nilton Ribeiro, o descumprimento das medidas era comprovado por duas fotos postadas pela jovem, incluindo uma em Porto Belo, no Litoral de Santa Catarina.

Segundo o MP-PR, Allana não descumpriu a medida que a impedia de ir a bares e casas noturnas, uma vez que foi até um local com finalidade de recreação e gastronomia, mesmo com a venda de bebidas alcoólicas. “Outrossim, com relação a fotografia na localidade de Porto Belo, Santa Catarina, observa-se que tal imagem é anterior a data dos fatos, a qual foi republicada na rede social Instagram”, diz o MP-PR.

Allana deixou a prisão em agosto, após ter a concessão unânime de habeas corpus pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as medidas cautelares impostas a ela está o comparecimento periódico bimestral em juízo; a proibição de acesso ou frequência a bares e casas noturnas; a proibição de manter contato com testemunhas e demais partes do processo; e proibição de ausentar-se da região metropolitana de Curitiba.

A jovem responde pelos crimes de fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo que investiga a morte do jogador Daniel.

O caso

O jogador Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, foi assassinado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel, em São José dos Pinhais.

Na residência, o pai de Allana, Edison Brittes, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King até a Colônia Mergulhão.