O motorista do VW UP Fernando Rocha Fabiani que matou atropelada a estudante da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Caroline Beatriz Olímpio, de 19 anos, viu a garota atravessando a rua, segundo um novo laudo particular. O documento aponta que o motorista não conseguiu frear por causa da alta velocidade. Nicholas Henrique Castro, que dirigia o Citroën DS3, também viu Caroline, segundo o laudo particular. Uma animação em 3D foi produzida com imagens de câmeras de segurança e anexadas ao processo. (assista abaixo).

O atropelamento aconteceu em frente à Universidade Positivo, na Rua Pedro Viriato Parigot de Souza. Caroline estudava Arquitetura e Urbanismo na UTFPR, estava voltando da faculdade depois de tentar tirar um xerox, quando foi atropelada. Testemunhas disseram que os motoristas do UP e do Citroën praticavam um racha, no momento do atropelamento.

O advogado da família Jeffrey Chiquini, que contratou o perito particular para a produção do laudo, disse à Banda B que os dois motoristas viram a estudante atravessar a rua. “Ambos os acusados tiveram ampla e total visibilidade da travessia da vítima, o que demonstra mais uma vez comprova que aqueles acusados previram aquele resultado como possível e foram indiferentes quanto a sua ocorrência. A velocidade do Fernando era tão alta que ele sequer teve reação de evitar aquele resultado”, disse ele.

Fonte: laudo pericial nº 22311/2020

 

O laudo apontou que a velocidade máxima atingida por Fernando a 35 metros antes do atropelamento era de 139 km/h. “Vimos a necessidade de um laudo complementar para sanar omissões daquele realizado pela Polícia Científica. Esse laudo (…) não vem contestar, mas complementar. Esse laudo concluiu que a velocidade máxima atingida pelo veículo UP naquela corrida clandestina foi de 139 km/h. Por sua vez, o laudo oficial do Estado concluiu que, no momento do atropelamento, o veículo UP estava a 114km/h. Agora temos a velocidade máxima atingida pelo UP”, disse o advogado da família da estudante.

Ainda, por fim, o laudo detalha que o atropelamento poderia ter sido evitado ‘se ambos os veículos estivessem circulando no limite da velocidade permitida, teriam evitado o atropelamento da vítima’.

Envolvidos

A defesa de Fernando Rocha Fabiani informa que no processo judicial já existe laudo oficial, requisitado pela própria Autoridade Policial da Delegacia de Trânsito de Curitiba e realizado pela Polícia Científica do Estado do Paraná.
Com relação ao conteúdo apresentado, será tecnicamente esmiuçado durante a instrução processual, com a devida cautela e respeito ao rito procedimental.

Já a defesa técnica de Nicholas Henrique Castro informa que irá se manifestar oportunamente nos autos.

Caso

Caroline estudava Arquitetura e Urbanismo na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Ela estava voltando da faculdade depois de tentar tirar um xerox quando foi atropelada por Fernando Rocha Fabiane, que dirigia um veículo UP TSI, vindo a morrer na hora. Testemunhas disseram que ele e Nicholas Henrique Castro estavam praticando um racha. O atropelamento aconteceu em frente à Universidade Positivo, na Rua Pedro Viriato Parigot de Souza.

Vídeo

Assista ao vídeo produzido por um perito particular da defesa da família da estudante: