Uma semana após ser abandonada com ferimentos graves em um local de acidente, a motorista Bernadete Andreia Batista Scremin, de 49 anos, morreu no hospital nesta quinta-feira (3). A morte aconteceu no Hospital Cruz Vermelha, em Curitiba. Bernadete estava internada desde a última quinta-feira (27), quando se envolveu em uma batida entre dois carros no bairro Água Verde. Imagens de câmeras de segurança mostram o motorista do veículo Range Rover fugindo do local.

Motorista do Honda Fit morreu no hospital. Foto: Banda B

O óbito foi confirmado à Banda B pelo advogado da família de Bernadete, Igor José Ogar. “Informa que a morte da vítima no hospital Cruz Vermelha poderia ter sido evitada, se o motorista do veículo em ato covarde, não tivesse fugido do local e prestado o socorro a vítima”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, o caso aconteceu no fim da noite de 27 de agosto e a suspeita é que o motorista estivesse embriagado, já que fugiu do local e ainda havia garrafas de cerveja no banco do carro. Durante o socorro e encaminhamento de Bernadete, um outro homem se apresentou ao local afirmando ser advogado do motorista da Range Rover. Ele colheu algumas informações e afirmou que o cliente dele não retornaria.

Na última terça-feira (1), a Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) coletou impressões digitais do veículo Range Rover. O laudo pericial irá confirmar quem estava dirigindo o carro no momento da batida, já que o condutor fugiu do local. Os papiloscopistas fizeram a perícia no local de crime e coletaram uma garrafa de cerveja fechada no interior do Range Rover.

O empresário Marcelo Schiavinato prestou depoimento à Dedetran e negou ser o motorista.

No dia do acidente, o motorista foi flagrado deixando o local:

Imagens de câmera de segurança. Foto: Banda B

Luto

Diante da morte, a defesa da família, representada pelo advogado Igor José Ogar, enviou nota à Banda B. Confira na íntegra:

O advogado da família de Bernadete Andreia Batista, informa que a morte da vítima no hospital Cruz Vermelha, poderia ter sido evitada, se o motorista do veículo, MARCELO SCHIAVINATO, em ato covarde, não tivesse fugido do local e prestado o socorro a vítima.

Cometendo dois crimes de trânsito, artigo 305; o motorista que se afaste do local de acidente de trânsito para fugir da responsabilidade penal ou civil, Art. 304; deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública.

Aliado a provável embriaguez ao volante, prova indireta, essa produzida pela defesa, que filmou a vítima no hospital um dia antes de falecer e a mesma declara que havia odor etílico no condutor e que o mesmo além de mostrar preocupação com os danos no veículo aos “ brados “ fala ao celular com outra pessoa ignorando os pedidos de socorro da mesma e dando as costas para ir embora.

O sentimento da família é de revolta aliado a muita consternação. Buscaremos que esse caso, seja tratado como um homicídio com dolo eventual, para que Marcelo seja julgado e condenado perante o Tribunal do Júri.

Advogado Igor José Ogar.

O espaço está aberto para manifestação da defesa de Schiavinato.

Polícia Civil

Com a morte, a Polícia Civil enviou nota à reportagem:

O caso segue sendo investigado. A PCPR continua realizando diligências para esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se houve ou não consumo de bebida alcoólica por parte do condutor da Land Rover, bem como possível excesso de velocidade por parte do mesmo.