A enfermeira Clarisse Filho, de 45 anos, foi ameaçada por um motorista do aplicativo Uber, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (5), segundo ela, depois de dizer que não tinha dinheiro para pagar a corrida. A passageira conta que o condutor expulsou ela do veículo, fez o retorno, e começou a xingá-la. “Ele abriu o vidro do carro e começou a me xingar de tudo que é palavrão. Falou ainda que era para eu comprar velas para o meu velório com os cinco reais que eu não tinha para pagar a corrida”, relatou Clarisse que ainda não teve uma resposta do aplicativo para tentar reaver as chaves de sua casa que teriam caído dentro do carro do motorista durante a confusão.

(Foto: Arquivo)

Segundo a enfermeira, ela teria feito um primeiro chamado de motorista pelo aplicativo na praça Rui Barbosa, por volta das 10h15, mas a viagem foi cancelada sem explicações. “O primeiro motorista que solicitei era uma mulher e ela cancelou a viagem, não sei por qual razão. Chamei um novo motorista e a taxa de cancelamento de cinco reais foi direcionada para mim. Durante a corrida, disse ao motorista que não achava justo eu ter que pagar essa taxa e perguntei se ele sabia como fazer para deportar esse valor, mas ele não soube me informar”, contou Clarisse, que afirmar ter sido nesse momento que o motorista começou a se mostrar impaciente.

“Eu falei para ele que a outra motorista tinha falhado comigo e que precisávamos ser justos. Aí ele ficou alterado e disse que eu estava desrespeitando ele. Chegando ao fim da corrida, em frente ao meu trabalho, ele me passou o preço com o valor a mais da taxa de cancelamento, e eu disse que não tinha aquilo tudo para pagar. Dei o que tinha, mas ele se negou a pegar”, afirmou a enfermeira.

Clarisse teria dito que tinha duas opções, sacar o valor restante em sua agência bancária da Caixa Econômica a uma quadra de distância ou pegar emprestado o dinheiro no seu trabalho. “Ele ficou irritado, começou a dar murro no volante do carro e disse para eu descer. Eu fiquei desesperada com a situação, tanto que minha bolsa caiu dentro do carro dele e a chave da minha casa ficou lá dentro. Não bastasse tudo isso, ele fez o retorno com o carro, abriu o vidro e começou a me xingar”, contou indignada.

A passageira do Uber conta ainda que está na casa da irmã, no Bairro Alto, e tenta contato com o Uber para tentar reaver as chaves de sua casa desde as 15h desta segunda-feira (5). “A Uber mandou para mim um e-mail com uma explicação, dizendo que lamenta muito o ocorrido, que vai tomar providências, e a gente sabe que isso não dá em nada. Liguei também para um telefone da Uber que encontrei no Google e expliquei a situação, mas a atendente me respondeu simplesmente que não poderia fazer nada, porque aquele telefone era para emergências dos motoristas da empresa e não para os usuários”, afirmou ela.

A equipe da Banda B fez contato com a assessoria de imprensa da empresa Uber, que se posicionou sobre o caso por meio de nota:

A Uber lamenta o ocorrido e espera que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em conflitos e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados.

Qualquer tipo de incidente deve ser reportado pelo próprio aplicativo, abrindo o menu e clicando em “Suas Viagens”. Assim, usuários e motoristas parceiros podem reportar quaisquer problemas diretamente pelo aplicativo à equipe de suporte, que está disponível para atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A avaliação mútua é o grande balizador da qualidade do serviço prestado pelos motoristas parceiros da Uber. Além de ser anônima, é ela que garante que a plataforma mantenha-se saudável tanto para motoristas parceiros quanto para usuários.