Joel Bin, de 44 anos, motorista do caminhão que matou o policial militar Lucas Raffael Gasparin Brandt, de 29 anos, no último sábado (13), em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, não teria percebido que havia atropelado uma pessoa e por isso não parou o veículo para prestar socorro. Bin se apresentou à Delegacia de Polícia de São José dos Pinhais, na tarde desta segunda-feira (15), para dar a sua versão do atropelamento, mas não foi atendido pelas autoridades que aguardam o depoimento apenas depois de uma intimação oficial.

(Foto: Antônio Nascimento/Banda B)

O advogado do motorista, Maurício Zampieri, contou que seu cliente ouviu o barulho de algo batendo contra seu caminhão, mas achou que teria acertado uma pedra ou algum animal. “Ele disse que escutou um barulho de batida no caminhão, mas achou que seria uma pedra ou um animal e continuou dirigindo. Apenas em casa, um amigo ligou contando que ele havia atropelado um motoqueiro e depois disso conferiu as avarias em seu veículo”, relatou Zampieri que explicou ainda que Bin estava com medo dos policiais quando decidiu fugir de casa sabendo que estava sendo procurado.

“Ele estava com medo da polícia, por conta desse ‘modus operandi’ truculento que conhecemos. Hoje trouxemos ele para colaborar com a Justiça, pois existem duas versões do acidente e uma delas diz que o motoqueiro estava fazendo uma ultrapassagem no momento da colisão”, disse o advogado que não foi atendido pelo escrivão da polícia, nem pelo delegado e teve como resposta que a versão do condutor do caminhão será ouvida apenas depois que ele for devidamente intimado.

Bin contou ainda que durante o almoço costuma tomar algumas cervejas, mas que não estava embriagado e que teria cochilado por conta do uso de medicamentos controlados. “Ele falou que tomou duas, três cervejas durante o almoço, mas não estava embriagado. Ele me relatou que cochilou, pois faz uso de medicação controlada. Trata-se de um cidadão de bem, trabalha a 25 anos no CEASA, réu primário, sem multas na carteira, o que ocorreu foi uma fatalidade”, afirmou o advogado.

Lucas Raffael Gasparin Brandt era casado e estava na Polícia Militar desde 2016. A Polícia Civil investiga o caso.