O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu habeas corpus, nesta quarta-feira (7), para que o motorista Eduardo Vitor Garzuze responda pelo acidente que matou três pessoas em liberdade. Ele foi condenado pelo Tribunal do Júri, na última terça-feira (6), a 9 anos e oito meses de prisão por três homicídios simples e uma lesão corporal.

As vítimas e a formanda, Anelize

De acordo com o desembargador Clayton Camargo, Garzuze esteve em liberdade durante a instrução criminal, passando a comparecer aos atos processuais para os quais foi intimado, não havendo notícias de que tenha incidido em qualquer dos requisitos da prisão preventiva.

Com a autorização do TJ-PR, Garzuze deixou a prisão na manhã desta quinta-feira (8).

O advogado de defesa, Clauber Júlio de Oliveira, afirma que Garzuze cumpriu com todas as suas obrigações frente à Justiça e sua prisão após uma sentença em primeira instância não seria justa. “O Eduardo respondeu a todos os atos processuais em liberdade, cumprindo com as medidas cautelares impostas, comparecendo mensalmente em juízo, entregou a CNH, então o desembargador concordou com a defesa de que a prisão dele após umas sentença de primeira instância ainda não seria justa”, disse Oliveira que espera uma redução da pena.

“A defesa tem argumentos fortes e importantes para que caso não seja anulado o júri, uma redução da pena imposta aconteça”, finalizou o advogado.

A reportagem procurou o assistente de acusação no caso para falar sobre a concessão do habeas corpus, mas não conseguiu contato.

Condenação

O condenado pelo júri é acusado de ser o responsável pelo acidente de trânsito que matou três pessoas de uma mesma família em setembro de 2013. Morreram no acidente Lorena Camargo, de 47 anos, o neto dela, Igor Empinoti, de nove, e a filha, Gabriele Empinoti, de 23.

Segundo a denúncia, o acidente aconteceu após o baile de formatura de Anelize Empinotti, irmã de Gabriele. As vítimas estavam em um veículo que foi atingido no cruzamento da Av. Silva Jardim com a Rua Alferes Poli.

Garzuze teria fugido de um acidente e, embriagado, atingido o carro da família Empinoti. A denúncia aponta ainda que ele furou o sinal vermelho.