A morte recente de um empresário maringaense por engasgo acende um sinal de alerta sobre a necessidade dos primeiros socorros. No sábado passado (3), José Girotto, de 68 anos, estava em um churrasco com amigos quando engasgou com um pedaço de carne. Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu e morreu.

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Em situações como essa, a ajuda de um leigo pode salvar a vida da vítima. Mais uma vez, a necessidade de aprender os primeiros socorros entra em pauta, reforçando a importância de se conhecer as manobras simples e estar pronto para agir quando necessário.

Apesar de estar à frente de uma situação que gera desespero, a pessoa engasgada, em primeiro lugar, precisa se concentrar para manter a calma. “Se ela está falando é porque está passando ar pelas vias aéreas”, orienta o coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maringá, Márcio Ronaldo Gonçalves e Silva.

Segundo ele, nesses casos, ainda é possível pedir socorro ou buscar atendimento médico com tranquilidade para que um prossional faça o procedimento mais indicado e retire o objeto. Entretanto, o paciente engasgado que não consegue mais falar, e que começa a car pálido, necessita de ajuda imediata. “Se não for agido rapidamente, principalmente pelo leigo – porque a chamada de socorro acaba demorando entre quatro e cinco minutos – precisa proceder a Manobra de Heimlich, que é a manobra mais efetiva”, indica Silva.

Em um adulto, caso a pessoa ainda esteja consciente, o Ministério da Saúde detalha o procedimento: é preciso se posicionar por trás da pessoa e enlaçar a vítima com os braços ao redor do abdômen. Uma das mãos, fechada, é posicionada sobre a “boca do estômago” e a outra mão comprime a primeira, num movimento para dentro e para cima, simulando um levantamento da vítima do chão.

Em bebês, o socorro quando ocorre o engasgo é diferente. De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, é necessário posicionar a criança de bruços, em cima do braço, e fazer cinco compressões entre as escápulas (no meio das costas). Em seguida, o bebê precisa ser virado para cima e as compressões passam a ser sobre o esterno (osso que divide o peito ao meio), na altura dos mamilos. O procedimento precisa ser repetido até a chegada do socorro especializado.

Em casos mais graves, quando o paciente evolui para parada cardíaca, além da desobstrução, é necessário iniciar as manobras de reanimação. “Vítimas inconscientes precisam de atendimento hospitalar rapidamente”, alerta o Ministério da Saúde.

As informações são do Portal GMC Online.