Trabalhadores encontraram um animal diferente na área rural de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba (RMC). No dia, eles faziam a limpeza de um terreno, localizado a 10 quilômetros da Estrada do Cerne, e ficaram assustados com o bicho. Para entender melhor o caso, a reportagem da Banda B conversou nesta quarta-feira (2) com o professor Olaf Mielke que estuda borboletas e mariposas na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Foto: Colaboração

 

O vendedor Celso Almeida tem um sítio na região e recebeu fotos do grupo de trabalhadores. Inicialmente ele pensou que o animal fosse um filhote de cobra. No entanto, Almeida fez questão de ressaltar que ficou assustado porque, apesar de ter morado no interior, nunca viu algo parecido. “Achei até que era uma montagem. Então, liguei para várias pessoas e, a maioria, ficou bem assustada. Muitas nunca tinham visto isto. Será que era uma cabeça de bagre”, refletiu o rapaz. Almeida também citou algumas hipóteses. “Eles pensaram que era um mandorová. Será que houve um acasalamento de mandorová com cobra. Enfim, fiquei bem assustado”, pontuou à Banda B.

O que será?

Também enviamos as fotos ao professor Olaf Mielke que tem 51 anos de atuação na área. A nossa reportagem, ele foi enfático ao dizer que nunca viu a espécie mostrada. “Na verdade, tem vários tipos. Esta que vocês mandaram eu nunca vi. Mas existe bichos com este tipo de cabeça de cobra. Ou seja, são duas manchas que tem e que imitam cabeça de cobra. Os bichos imitam outros para se defender”, iniciou.

 

Foto: Colaboração

 

O professor ainda reforçou para ninguém encostar no animal, que pode trazer perigo. “Agora, é muito estranho porque é uma cobra muito pequeninha. Eu não sei o tamanho desta lagarta. Imagino uns 4 ou 5 centímetros. Uma cobra deste tamanho não existe. Isto impressiona a você, a pessoa que viu, e qualquer outro animal que come lagartas”, destacou.

Crítica

Mielke ressaltou que faltam mais estudos da natureza. “A gente não conhece nem 10% das larvas. Praticamente tudo é desconhecido. Precisa de gente para estudar e isto não dá muito lucro. Infelizmente, você pode ver que os governos não investem muito“, concluiu o professor à Banda B.

A Banda B irá acompanhar o caso.