Um militar do Exército foi preso, neste domingo (3), após provocar o acidente que matou a motociclista Jessica Estefany Mender Weber, de 30 anos, no bairro Alto da XV, em Curitiba. Ele dirigia um veículo UP e estaria embriagado no momento da colisão. A Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) aguarda análise da perícia para confirmar a velocidade que o automóvel estaria e se de fato o avanço ocorreu no sinal vermelho.

De acordo com o delegado Edgar Santana, o militar foi preso por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela embriaguez. “Estamos aguardando a produção de mais algumas provas, como os depoimentos de testemunhas e os exames periciais, para dar seguimento ao inquérito. Queremos constatar a velocidade do veículo e os danos causados pelo impacto para verificar se ocorreu não somente a imprudência, ou se assumiu o risco de produzir o resultado morte”, disse.

Caso seja constado esse risco por parte da Polícia Civil, o militar pode passar a responder por homicídio com dolo eventual, que aumentaria a pena e poderia levar o caso até mesmo para júri popular.

A Banda B entrou em contato com o Exército Brasileiro, que confirmou que o motorista segue preso em um quartel de Curitiba, aguardando decisão judicial. O militar não sofreu ferimentos graves e está bem.

O acidente

Jessica morreu após ser atingida por um carro na esquina das ruas Marechal Deodoro e José de Alencar, no bairro Alto da XV, em Curitiba. De acordo com testemunhas, o impacto foi tão forte que a vítima foi arremessada por cima da grade de um condomínio, vindo a falecer com o impacto contra o chão do estacionamento.

Foto: Colaboração

Testemunhas, que não quiseram prestar depoimento à polícia, disseram que o carro foi quem avançou o sinal vermelho. O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou 0,24 decigramas de álcool por litro de sangue. Como o mínimo para configurar crime é de 0,34, o motorista não foi preso em flagrante.

Dentro do carro, a polícia ainda constatou a presença de algumas latas de cerveja.

A Dedetran segue investigando o caso.