A família do cadeirante Gabriel Monteiro Cavalcanti, de nove anos, que sofre de paralisa cerebral, continua lutando para conseguir garantir os benefícios ao menino. Mesmo após um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no dia 13 de fevereiro, Gabriel continua sem auxílio financeiro – de um salário mínimo- e sem ir à escola especial.

Gabriel (Foto: Colaboração)

 

O menino mora em Curitiba com os pai e a irmã de 5 anos, desde o final de 2019. Ao procurarem o CRAS da região em que moram, solicitaram uma atualização de mudança de estado para continuar com os benefícios de Gabriel.

“Quando pediram uma escola, o CRAS passou uma lista telefônica de escolas. Ligamos e ninguém tinha vaga. Nos disseram que o benefício do Gabriel, depois dessa atualização, sairia com 10 dias. Passou 10 dias e nada, passou mais 5 dias, ligaram e nada. Os dias foram passando e, toda vez que ligavam, informavam que o benefício dele estava cortado”, explicou a tia do menino, Tatiana Rendeiro, à Banda B.

Foi então que a família decidiu fazer o protesto. “Nos disseram que a escola teria que ser com a Prefeitura, então fomos para lá. Explicamos toda a situação, que estamos correndo atrás de escola, cadeira, fralda e que o benefício ainda se encontrava suspenso. O pai está desempregado. Então nos levaram no FAS, dizendo que se resolveria. Lá, informaram que só cuidam de pessoas em situação de rua, mas a assistente social nos disse para retornar ao CRAS que eles resolveriam”, descreveu a tia.

A família protestou no dia 13 de fevereiro (Foto: Banda B)

 

Novamente no CRAS, para a irmã de Gabriel foi garantida uma vaga, entretanto, o cadeirante voltou à estaca zero. “Ele está em uma situação difícil. Ele não consegue ir à escola, dizem que não tem vaga. Não sabemos mais a quem recorrer”, lamentou Tatiana. “O que estamos pedindo não é para a família, é para o Gabriel”, acrescentou a tia, ressaltando a importância de uma escola especial para o sobrinho.

“Ele precisa de acompanhamento fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, e tudo isso ele vai ter na escola. Vai ficar tempo integral, tem um ônibus próprio que vai buscar e pegar”, esclareceu.

Prefeitura

Quando a família realizou a manifestação em frente ao TJ-PR, a Prefeitura informou que a família foi ao CRAS em setembro de 2019 e, na unidade, havia recebido uma oferta de serviços socioassistenciais, sendo orientada pela equipe a entrar com recurso junto ao INSS.

Em nota, a Prefeitura também esclareceu que o Cadastro Único da família foi atualizado em fevereiro de 2020. Clique aqui pára ler na íntegra.

A reportagem da Banda B procurou novamente a Prefeitura e aguarda retorno.