O maquinista do trem que se envolveu no grave acidente que resultou na morte de uma mulher, em um cruzamento no bairro Cajuru,  em Curitiba, disse que estava a 42 km/h. Ele prestou depoimento na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) logo após o acidente, no fim da noite desta segunda-feira (19). Para a polícia, ele disse que viu o micro-ônibus e notou que o motorista não iria parar. A mulher morta no acidente foi identificada no Instituto Médico Legal (IML).

O delegado Edgar Santana disse à Banda B que ouviu o maquinista do trem e que diversas diligências estão em andamento. “Foi instaurado um inquérito, já procedeu a oitiva do condutor da locomotiva. Estamos em diligência para identificar os passageiros do ônibus para que também nos informem a dinâmica do acidente. Os investigadores também estão a campo para identificar câmeras que possam ter flagrado o momento do acidente”, contou, em entrevista na manhã de hoje (20).

Para a polícia, o maquinista disse ter visto o micro-ônibus e tentado frear. “O condutor da locomotiva disse que adotou todas as medidas necessárias, acionou a buzina, os sinais luminosos, visualizou o ônibus e percebeu que ele não iria parar e tentou acionar os freios. Mas em virtude do peso da locomotiva não conseguiu evitar a colisão”, disse.

 

Foto: Banda B

 

O trabalhador da empresa Rumo garantiu que estava em uma velocidade de 42km/h.

Já o motorista do micro-ônibus permanece hospitalizado em estado grave. A polícia espera melhora no quadro de saúde dele para também ouvi-lo. Ele levava funcionários da montadora Volkswagens para casa, após um dia de expediente.

Vítima

Foto: Reprodução redes sociais

 

A mulher que morreu na hora no acidente entre o trem e o micro-ônibus foi identificada no IML de Curitiba. Sirlei Mendes dos Santos estava sentada na janela, do lado direito, do micro-ônibus e foi atingida em cheio pela locomotiva.