A mãe deixou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite desta quinta-feira (3) afirmando que tudo não passou de uma fatalidade. “Foi uma fatalidade, eu não estou bem para dar entrevista, eu não quero falar nada, agora”, disse. Bastante abalada e sem parar para conversar com a imprensa, ela saiu da delegacia e foi direto para o Hospital do Trabalhador, onde a filha de 2 anos está internada, após a queda da sacada do apartamento da família, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Advogado Igor José Ogar afirma que padrasto estava no condomínio no momento da queda.

 

Casal deixando delegacia ao lado do advogado Igor José Ogar. Foto: Banda B

 

Ao lado do advogado de defesa, Igor José Ogar, mãe e padrasto saíram da delegacia após o pagamento de fiança, um salário mínimo. “O que importa é que ela está melhorando, perguntou por mim. ‘Mamãe, cadê a mamãe?”, continuou ela, antes de entrar no carro que os levou embora.

Queda

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados após uma criança de dois anos e meio cair de uma sacada. Segundo informações da polícia, a criança estava sozinha com o irmão de 4 anos e um adolescente de 12 tomando conta deles.

O delegado Thiago Nóbrega, que está à frente do caso, disse que o padrasto não estava em casa no momento da queda. “Ele saiu por volta do 12h40, foi levar a sua companheira ao trabalho no Centro de Curitiba, resolveu passar em um lava-car para lavar sua moto e acabou ficando duas horas fora de casa. Nesse período, as crianças ficaram sozinhas, a de dois anos e meio e outra de 4 anos, junto com um adolescente de 13 anos. A menina se pendurou na mureta da lavanderia, caiu um objeto que estava na mão dela lá embaixo e ela foi tentar pegar. Conversamos com vizinhos e essa atitude do padrasto em deixar as crianças é costumeira, conduta reiterada”, disse ele à Banda B.

 

No entanto, Igor Ogar, advogado da família, garantiu que o padrasto estava no condomínio no momento da queda. “Isso é o que importa, ele estava no condomínio. A autoridade policial se convenceu que não houve crime doloso, além do fato de que realmente houve um descuido, que originou nessa trágica situação. A criança caiu enquanto o padrasto subia as escadas, ele estava no condomínio, no prédio”, descreveu o advogado.

O casal, de 21 e 24, pode responder por abandono de incapaz. Até então, não tinha passagens pela polícia e não tem histórico de maus tratos ou boletins de ocorrência.

A criança segue internada. Segundo últimas informações oficiais, o estado de saúde dela é estável, sem lesões graves.