Laudo do Instituto de Criminalística aponta que o motorista Marcelo Schiavinato estava dentro da velocidade máxima permitida momentos antes do acidente que provocou a morte de Bernadete Andreia Batista Scremin, de 49 anos. Segundo o documento, que foi anexado ao inquérito nesta quinta-feira (15), o veículo Range Rover trafegava com uma velocidade estimada de 41 km/h no bairro Água Verde, em Curitiba. Para a assistência de acusação, porém, o documento não muda o processo, já que o carro é bastante potente e as imagens não se referem ao momento da colisão.

No laudo, a perícia analisa câmeras de segurança e conclui que a velocidade estimada seria de 41,65 km/h.

O acidente aconteceu no dia 27 de agosto de 2020. Câmeras de segurança flagraram Schiavinato deixando o local logo após a batida contra o carro de Bernadete.

Para o advogado da família de Bernadete, Igor José Ogar, o laudo não muda nada na acusação de Schiavinato. “Nós entendemos que essas informações são irrelevantes, já que as aferições se deram em ocasiões anteriores a colisão. Para o momento da colisão, ela não está aferida. Então, são pontos distintos em um acidente que envolve um automóvel que atinge de 0 a 100 km/h em apenas seis segundos, razão pela qual entendemos que pelas imagens do acidente e do impacto, a velocidade era sim muito superior a 50 km/h”, disse.

Para Ogar, o processo ainda tem outros elementos que apontam para a responsabilização do motorista da Range Rover. “Isso de nada no caso de um motorista que nega socorro, que deixa uma vítima agonizando e ainda com indícios de que teria feito consumo de bebida alcoólica”, concluiu.

A Banda B tentou contato com a defesa de Schiavinato, que não se posicionou até o momento.

Para a família de Bernadete, Schiavinato deve responder ao crime no Tribunal do Júri.