Foto: SMCS

 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu, nesta segunda-feira (3), a compra do Hospital Evangélico de Curitiba até que todos os recursos do leilão realizado em setembro sejam julgados.

De acordo com decisão do vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, o “provimento ora deferido tem natureza estritamente cautelar, sem qualquer interferência na matéria controvertida discutida entre as partes.”

O Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica foram arrematados por R$ 215,05 milhões pelo consórcio MACK-HE Dourados (união entre o Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Associação Beneficente Douradense), em leilão realizado nesta no dia 28 de setembro, na 9ª Vara do Trabalho de Curitiba.

O pedido atendido pela Justiça do Trabalho foi feito pela Universidade Brasil, que alega que a pessoa que supostamente representava o consórcio vencedor não detinha poderes para representá-lo no leilão.

O Hospital Evangélico

O Evangélico atende 35 mil pessoas por mês – sendo a grande maioria pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, recebe pouco mais da metade (51%) dos casos de emergência de Curitiba e da Região Metropolitana. 95% dos atendimentos feitos no Evangélico são do SUS. Os outros 5% são referentes a convênios e atendimento particular. O hospital é conhecidamente referência no tratamento de queimados. Conforme a instituição, é também referência em cirurgias plástica e bariátrica, transplantes de fígado e rim, neurocirurgia, ortopedia e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

Em dezembro de 2014, após uma ação civil pública do Ministério do Trabalho, o hospital sofreu intervenção. A ação identificou que havia um histórico de não pagamento de rescisões trabalhistas, Fundo de Garantia, tributos e fornecedores.

Estima-se que entre dívidas e salários atrasados a unidade de saúde acumulou perto de R$ 400 milhões em débitos. A gestão conseguiu, por meio do ProSUS, programa do governo federal de remissão de dívida, reduzir cerca de R$ 200 milhões dos débitos tributários.

A instituição é particular e sem fins lucrativos.