Jovem sumiu e deixou carro abandonado, sem travas. Foto: Reprodução/Facebook

 

A família do jovem Willian Rodrigues de Oliveira, 21 anos, morador de Curitiba, está há quase três dias sem notícias dele. O último contato foi na noite de sábado (25) antes de o jovem sair de casa para ir a uma rave universitária, no BioParque, localizado próximo à entrada de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O carro dele, um Ford Fiesta, foi encontrado estacionado ao lado do local do evento pela Guarda Municipal (GM). As chaves na ignição intrigam os últimos passos do garoto, antes de desaparecer.

O jovem é solteiro, tem dois filhos pequenos – de 1 e 4 anos , mora com a mãe em uma edícula nos fundos do terreno, na Cidade Industrial de Curitiba. Willian trabalha em uma empresa de manutenção e instalação de condicionado, no bairro Hauer, e, segundo a família, responsável.

Ao lado de um amigo, Willian saiu de casa sábado à noite e se comunicou com a família, por meio do aplicativo WhatsApp, pouco depois da meia-noite, sem entraves. O primeiro sinal de que algo pudesse ter acontecido aconteceu no domingo pela manhã, por volta das 11 horas, quando guardas municipais encontraram o carro dele com as janelas abaixadas, chave na ignição, celular no banco do passageiro e tudo intacto.

Guardas se comunicaram com a família, recolheram o celular e trancaram o carro. Antes que o guincho acionado pelos familiares chegasse para buscar o carro, que permaneceu no local, o vidro foi estourado e o rádio levado por bandidos. A essas alturas, o interesse era sobre o paradeiro de Willian, que – pelas pistas – abandonou o carro aberto e saiu a pé.

Para a Banda B, o irmão mais velho Vinícius disse que há poucas informações, entre elas, as que Willian foi visto passando mal. “Tem muita especulação sobre ele ter passado mal, mas de concreto é o carro dele que foi encontrado horas depois intacto e com esse celular do amigo no banco do carona. Ele contou que foram juntos pra rave, que deixou o celular no carro, se perdeu do meu irmão lá na festa e foi embora de táxi”, descreveu à Banda B.

A família já percorreu diversos hospitais, delegacias de polícia, Instituto Médico Legal (IML) e, inclusive, tenta agora contato com a organização da festa para confirmar se, realmente, houve atendimento médico para Willian durante a festa. “As pessoas falaram que ele estava até tremendo, a gente não sabe direito o que pode ser usado, nem sabemos o que usa ou se usa, não damos conta nem das crianças, quanto mais de um cara de 21 anos. Minha mãe tá arrasada”, finalizou.

O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na Polícia Civil e câmeras de segurança próximas ao evento poderão auxiliar a polícia na descoberta sobre o paradeiro do jovem.