Alessandro Almeida Melo, de 28 anos, nunca deixou de sorrir desde que sofreu o acidente que o deixou paraplégico, há sete anos. Mas isso mudou nos últimos meses. É que desde começou a pandemia, a família de Alessandro diz que ele não tem mais conseguido atendimento médico e as escaras (feridas) no ombro e em várias partes do corpo estão cada vez piores.

“Meu filho fazia atendimento na UPA de Fazenda Rio Grande, mas agora não tem mais médico pra atendê-lo, não sei se por causa da pandemia. Além disso, passando muita dificuldade porque não temos condições de comprar curativo suficiente e nem todas as bolsa de colostomia que ele precisa. Meu filho nem sorri mais”, diz a mãe Tereza de Fátima Almeida de Oliveira.

Alessandro é paraplégico há 7 anos – Foto: Arquivo família

Amigos se reuniram e organizaram uma vaquinha online para ajudar Alessandro, que ficou paraplégico em um acidente de carro, após praticar o bem. “Ele tinha passado o dia ajudando a construir a casa de uma família carente junto com o pessoal da igreja, quando sofreu o acidente no caminho de volta. Desde então não andou mais. Hoje consegue ficar sentado por causa de 12 pinos colocados na coluna. Estamos fazendo o possível para ajudá-lo, mas precisamos de ajuda. Por isso fizemos a vaquinha”, conta a socorrista e bombeira civil, Silmara Ribeiro da Luz (saiba como ajudar abaixo).

Segundo a família, Alessandro está sem atendimento médico desde o  início da pandemia. Com isso, as grandes feridas que têm inflamaram, principalmente no ombro, que ele machucou com o esforço de se movimentar entre a cama e a cadeira de rodas.

Alessandro fica na cama e na cadeira de rodas – Arquivo familiar

“Vaza muito líquido, está inchado e quente no local sinal de inflamação. A UPA de Fazenda Rio Grande está sem atendimento para ele e o Hospital Cajuru, o qual ele fazia acompanhamento, está hoje só fazendo atendimento médico de urgência. Ele está abatido e depressivo”, conta a amiga.

Além de tudo isso, o pai de Alessandro, que tem os dois braços amputados, foi embora há cerca de um mês e a mãe do jovem conta que está passando dificuldades. “Estamos sem dinheiro para a alimentação e para pagar as contas e os remédios do Alessandro. Tenho hoje só a aposentadoria do meu filho, o que não é suficiente”, desabafa a mãe.

O objetivo é conseguir recursos para ajudar mãe e filho e também atendimento médico,  seja com um ortopedista ou um clínico geral.

A Banda B procurou a assessoria da prefeitura de Fazenda Rio Grande, sobre o tratamento que a família alega ter sido interrompido. A informação é que os atendimentos continuam sendo feitos normalmente, mesmo durante a pandemia. De qualquer forma, a mãe de Alessandro foi orientada a levá-lo ainda nesta segunda-feira até a unidade que um médico estaria lhe aguardando.

Como ajudar

Para ajudar o Alessandro, você pode doar qualquer valor clicando AQUI, na vaquinha online criada pelos amigos.