A estudante Isabella Carolina do Dlugosz, de 19 anos, se tornou a primeira colocada geral no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) após a revisão dos resultados, que ocorreu no último dia 1°de agosto. No episódio, 31 nomes foram substituídos da lista de aprovados da instituição. Nesta segunda-feira (6), Isabella concedeu entrevista à Banda B e lamentou a perda de vagas pelos colegas do curso de Medicina.

Segundo Isabella, a aprovação é um sonho. “Eu estou muito feliz [pelo primeiro lugar], mas ainda mais por ter conquistado uma vaga, independente do lugar. Para mim, o primeiro lugar não é o mais importante, sempre sonhei estudar em uma universidade pública e a UFPR era a instituição que eu mais desejava”, conta a estudante.
Diante da confusão provocada pela revisão das notas, a estudante admitiu que o assunto é delicado, mas parabenizou aqueles que entraram na nova lista. “Eu me solidarizo com quem perdeu a vaga e parabenizo quem conseguiu entrar”, disse.
Pandemia
Isabella foi aprovada no primeiro vestibular realizado pela instituição durante a pandemia da Covid-19. Ela conta que já havia passado em algumas universidades particulares antes e, sua primeira aprovação em uma universidade pública, aconteceu na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Mas sua meta era outra e, para conquistar a vaga, foi preciso muita dedicação aos estudos.
“O último ano foi bem intenso, eu estudava mais ou menos umas oito horas por dia, mas procurei encontrar um equilíbrio entre os estudos e outras atividades, para que eu pudesse relaxar, como ler um livro, caminhar ao ar livre, tocar uns instrumentos. Eu realmente acho que as pessoas não devem se ater muito a isso, acho que cada pessoa deve encontrar o seu próprio método, sabe? Isso é o mais importante”, conta Isabella
E agora, após um ano de muitos desafios à saúde pública nacional, Isabella pretende fazer jus à vaga conquistada e um dia poder retribuir todo o investimento à sociedade . “Eu espero ajudar muitas pessoas, ainda mais, depois de tudo que a gente viu, né? A gente viu que como é importante os profissionais da área da saúde e no meu caso eu espero ajudar mesmo as pessoas porque a universidade pública não é de graça, né? Cada cidadão do Brasil investe seu dinheiro nessas instituições, então no futuro eu espero retribuir”, concluiu.
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