A Polícia Civil indiciou o padrasto e a mãe da criança de 2 anos, que caiu do quarto andar do apartamento onde mora com a família na tarde desta quinta-feira (3), por abandono de incapaz. O início das investigações policiais apontou que não foi a primeira vez que ela ficou sozinha no apartamento, no bairro Pinheirinho, com o irmão, de 4, e o tio de 12 anos. Segundo o delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a conclusão foi obtida após análises de imagens de câmeras de segurança e relatos de vizinhos.

“É costumeira esta atitude do padrasto de sair de casa e deixar as crianças sozinhas. Por ser uma ação repetida, o padrasto foi autuado em flagrante pelo abandono de incapaz. A companheira, e mãe das crianças, também será responsabilizada. Porque apesar dela estar, naquele momento, em horário de trabalho, a guarda – das crianças – é compartilhada, ou seja, é de responsabilidade dela também”, pontuou à Banda B.

 

Foto: Reprodução/Google Street View

 

As investigações da Polícia Civil também apontaram que a criança tentou pegar um objeto que caiu do apartamento e, por isto, se pendurou na mureta da lavanderia da própria casa. Na opinião do delegado, é por muita sorte que a menina está fora de perigo.

“Foi por isto que acabou acontecendo o acidente, que por sorte, não terminou em uma tragédia. Esta queda do quarto andar, mais ou menos, de 15 ou 20 metros de altura, com certeza poderia acarretar em grandes lesões ou, até mesmo, na morte dela. Mas, por sorte, ela sofreu dos males, o menor”, comentou Nóbrega.

Defesa

Ainda nesta quinta-feira (3), a mãe e o padrasto prestaram depoimento na DHPP por mais de cinco horas.

 

Casal deixando delegacia ao lado do advogado Igor José Ogar. Foto: Banda B

 

Para Igor Ogar, advogado de defesa do casal, foi um acidente. “Só existe uma unidade habitacional naqueles prédios que não tem uma proteção, uma janela de vidro e nem grade, e é a deles. Porque eles pensavam que a criança não seria capaz de se projetar, justamente porque o parapeito tem uma altura segura”, explicou Ogar.

O padrasto pagou fiança de um salário mínimo e, ao lado da mulher, também deixou a delegacia.

Investigações

Para a polícia, ainda resta descobrir se a criança subiu sozinha na mureta da lavanderia do apartamento. “Vamos aguardar as perícias que devem ser feitas no apartamento para identificar se teve o auxílio, ou não, de terceiros para que a criança subisse a mureta e que levou a queda”, concluiu Nóbrega.

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