Um casal de gambás está vivendo no forro de uma casa antiga, na rua Mateus Leme, no Centro Cívico, sem ter sido convidado, há aproximadamente três semanas e a convivência com os moradores não tem sido nada tranquila. Os invasores provavelmente entraram por algum buraco no telhado da casa e costumam fazer muito barulho, principalmente durante a noite, quando todos estão tentando dormir. Os proprietárias do imóvel buscam uma solução para “despejar” os novos inquilinos e acabar com o incômodo.

Imagem ilustrativa (Foto: Marcelo Martin / Divulgação)

Dona Dair, viúva, de 84 anos, conta que a convivência com os animais está sendo difícil, por conta do barulho e do xixi, que escorre para dentro da casa. “Tá difícil. Às vezes pego no sono, mas logo acordo com o barulho deles andando e arranhando as paredes. Além do xixi deles, que escorre dentro de casa, bem em cima de onde está o telefone”, reclama.

Os barulhos são mais frequentes durante a noite e o casal gosta de se alimentar com as frutas no jardim da residência. “O barulho durante o dia não tem tanto, é mais durante a noite e madrugada. Eles também comem os nossos abacates e mimosas”, explica ela.

O filho de dona Dair, Edson, já entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e com a Prefeitura de Curitiba, mas até agora não teve retorno. “Queríamos que tivesse alguém para nos emprestas uma gaiola, porque assim colocaríamos uma fruta dentro dela e provavelmente conseguiríamos capturar esses animais. Então levaríamos eles até o Passeio Público, onde fomos orientados a levá-los”, disse Edson.

Ajuda

Quem tiver esse tipo de problema, deve ligar para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), pelo telefone 3313-5624. As orientações são de vedação do local no momento em que os animais saem, o que acontece, em geral, à noite. Caso contrário, mesmo que sejam retirados, outros podem vir a ocupar o mesmo espaço.

O recolhimento de animais silvestres só é feito em caso de risco. O CAFS, no Capão da Imbuia, está aberto a receber animais diariamente das 9h às 12h e das 13h30 às 16h. O Centro funcional em convênio com o IAP, que posteriormente faz sua destinação.