Impulsionada por dois dos mais tradicionais alimentos do prato brasileiro, Curitiba passou a ter a cesta básica mais cara do Brasil. De acordo com análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica subiu 3,97% na capital paranaense e passou a custar R$ 526,14.

Foto: Reprodução EBC

Das 16 capitais pesquisas, o feijão ficou mais caro em apenas quatro, incluindo Curitiba. Por aqui, o aumento do feijão preto foi de 8,53%. Já o arroz agulhinha ficou mais caro em 14 dessas cidades. Na capital paranaense, o aumento foi de 5,96%.

A manteiga e o óleo de soja também aparecem com destaque na elevação do preço em Curitiba. A manteiga subiu 4,17% e o óleo de soja 4,50%.

Com no preço da cesta, o Dieese estima que o Salário Mínimo para suprir necessidades básicas deveria ser equivalente a R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Maior cidade do Brasil, São Paulo tem a segunda cesta básica mais cara, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

Coleta

Por conta da pandemia, o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, email e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida.