Uma família de Kaloré (a 86 quilômetros de Maringá) começou o ano tentando resolver uma situação, no mínimo, desagradável. 12 dias depois do sepultamento de Vicente Alves Domingos, de 68 anos, os familiares do idoso descobriram que uma perna dele havia sido “esquecida” no hospital onde ele ficou internado. A situação aconteceu no fim do ano passado e, até esta terça-feira, 5, ainda não havia sido resolvida. O hospital nega as acusações.

Vicente Domingos morreu aos 68 anos – Arquivo pessoalEm entrevista ao GMC Online, Daiane Cristina Ribeiro Domingos, de 30 anos, filha do idoso, explicou que o pai passava por um tratamento contra um câncer quando precisou ser internado em um hospital de Apucarana (a 76 quilômetros de Maringá), em 16 de dezembro.

No dia seguinte à chegada no hospital, a família de Domingos recebeu a notícia de que os médicos precisariam amputar a perna direita dele. O procedimento foi autorizado e, após a cirurgia, o paciente foi encaminhado a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Naquele mesmo dia, Daiane foi avisada que o pai não resistiu às complicações da doença e morreu.

A família solicitou, então, que o corpo de Domingos fosse levado de volta à Kaloré. O idoso foi sepultado em 18 de dezembro, no Cemitério Municipal. Após 12 dias do sepultamento, em 30 de dezembro, a família de Daiane recebeu uma ligação do hospital onde o pai dela havia sido internado. Segundo ela, um profissional do laboratório pediu que a família buscasse a perna amputada do idoso, que havia ficado no local.

Conforme Daiane, a notícia foi recebida com surpresa. “A gente não sabia que a perna tinha ficado, achamos que havia sido enterrada. Pensamos que [a gente] tinha esquecido algum documento, um pertence do meu pai, não imaginava que era a perna”, diz.

Hospital

Em nota, o hospital explicou que o membro permanece no laboratório terceirizado para análise anátomo patológica da doença, um procedimento obrigatório para avaliação do tumor. Leia a nota na íntegra:

“O membro permanece no laboratório terceirizado para análise anátomo patológica da doença, um procedimento obrigatório para avaliação do tumor, como foi informado para a família antes de ser enviado para o laboratório.

Toda peça retirada de paciente, (como membros e tumores) obrigatoriamente ela deve ser submetida por exame anátomo patológico.

O membro ainda se encontra no laboratório terceirizado para preservação.

Os exames ficaram prontos dia 30 de dezembro, mesmo dia que foi comunicada a família sobre os resultados dos exames e possibilidade de enterro do membro ou descarte pela funerária.

A documentação sobre o destino do membro está pronta para ser assinada pela família.”

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