A idosa de 87 anos que foi atropelada por um carro, na Avenida Cândido de Abreu, em frente ao Shopping Mueller, em Curitiba, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Evangélico. O acidente aconteceu na manhã deste sábado (14), quando a vítima iria fazer as unhas no shopping. O motorista do Peugeot de cor verde estava embriagado e fugiu do local, mas foi localizado após um motoboy o perseguir e acionar a polícia.

 

Hospital Evangélico (Foto: Venilton Küchler)

 

O cuidador da idosa, Josias Gouveia, conta que a mulher iria fazer as unhas no Mueller e não quis que ele desse a volta para deixá-la na frente do shopping. “Ela me pediu para trazê-la até o Mueller para fazer as unhas. Ia dar a volta pelo palácio do governo para deixá-la bem em frente, mas ela disse que não precisava e que eu podia ir embora. Aqui não tem faixa de pedestres e avisei que era perigoso. Não tinha nenhum movimento aqui quando ela saiu do carro, mas aí o cara veio que nem louco e atropelou ela”, relata o cuidador.

A idosa sofreu uma fratura de fêmur, traumatismo craniano encefálico e foi encaminhada em estado gravíssimo ao pronto-socorro do Hospital Evangélico. Na casa hospitalar, a vítima não resistiu aos ferimentos.

Motorista

O motorista foi encontrado pela polícia depois da denúncia de um motoboy que seguiu o veículo envolvido no acidente até uma casa, no bairro Tingui, em Curitiba. Após fazer o teste de bafômetro, o condutor, de 31 anos, indicou embriaguez.

O soldado Machado, do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), conta que durante a abordagem na residência o motorista negou ser o autor do atropelamento e que quem indicou o endereço foi uma testemunha da ocorrência que trabalha com um aplicativo para motoboys.

“Um rapaz que trabalha com um aplicativo de motos viu o atropelamento e seguiu o motorista, que fugiu em alta velocidade, até o bairro Tingui. Lá o carro entrou em uma casa e a testemunha ligou para o 190. Nesse endereço chamei o morador e perguntei onde ele estava antes de conversar comigo naquele momento. Ele relatou que tinha saído, mas negou o atropelamento”, disse o soldado.

O motorista segue na delegacia, onde um inquérito será aberto e as medidas cabíveis serão tomadas.