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A creche que atende os filhos dos funcionários do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, deve encerrar as atividades no fim deste mês. A decisão, que foi avisada às pressas, segundo o relato que chegou à Banda B, revoltou os pais e profissionais que trabalham na instituição.

Uma funcionária da creche, que já está cumprindo aviso prévio e preferiu não ser identificada, contou que a gerência do hospital deu a notícia em uma reunião realizada na última quarta-feira (2). “Estava tudo normal até o fim do ano passado, depois do Natal, quando recebemos um bilhete avisando sobre esse encontro no dia 2. Nós achamos a data estranha, porque no começo do ano muitas pessoas estão de folga. Hoje sabemos que foi tudo de caso pensado”, afirmou ela em entrevista à reportagem.

De acordo com a profissional, no dia da reunião, com a presença de pais e funcionários, a gerência comunicou o fim das atividades da creche. “A gerente geral já começou dizendo que o encontro foi chamado para anunciar o fechamento da instituição. Ela pegou todo mundo de surpresa, até a minha chefe, que não sabia de nada. Nós fomos informados também que o local só funcionaria até o fim deste mês. As mães ficaram desesperadas, começaram a chorar… Está um clima de enterro aqui”, completou a funcionária.

Ela disse ainda que a direção do hospital não deu outra alternativa para os pais, a não ser apresentar uma lista de creches públicas da região. “Teve até a esposa de um médico que comentou, na reunião, que o slogan do hospital fala em humanismo e afeto, mas isso não é feito com os colaboradores. A alegação para o fechamento foi de que, como o Erasto é filantrópico, eles não tinham como manter a creche… Mas como isso aconteceu durante os 25 anos de funcionamento do lugar? Acho que isso foi apenas uma desculpa”, desabafou.

A creche

Inaugurada em agosto de 1994, a creche do Hospital Erasto Gaertner atende os filhos de funcionários, de quatro meses a quatro anos de idade. Atualmente, ela cuida de cerca de 80 crianças.

O serviço era descontado do salário dos pais, com uma porcentagem de 7,5%. Procurada pela reportagem, a assessoria do hospital apenas confirmou o fechamento da creche e declarou que não vai se manifestar sobre o caso por enquanto.