O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) , e o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) , têm encontro marcado nesta terça-feira (22), às 17 horas. Em pauta, pela primeira vez, a discussão do subsídio do Governo do Paraná à capital para o transporte coletivo. No último ano, a prefeitura recebeu R$ 71 milhões, o que ajudou a manter a tarifa em R$ 4,25 em 2018. Agora, com o novo governo, é preciso saber se o subsídio vai ser mantido ou não.

Ratinho e Greca se encontram nesta terça-feira, em Curitiba – Foto SMCS/Arquivo

Em entrevista à Banda B, em dezembro, Greca disse que a tarifa do transporte coletivo de Curitiba pode subir até R$ 0,29 em fevereiro de 2019. Tudo vai depender da ajuda de Ratinho.

“Precisamos do Ratinho, ou a passagem vai subir R$ 0,29”, disse Greca. Ele também condicionou o valor do aumento à aprovação do projeto que permite a extinção dos cobradores do transporte coletivo da capital e ao valor do reajuste que será concedido aos funcionários do sistema.

Imbróglio desde 2013

Desde 2013 que há o viés político sobre a ajuda do Governo do Paraná para a prefeitura de Curitiba em relação ao transporte coletivo. Naquele ano, o então governador Beto Richa (PSDB) suspendeu o subsídio assim que Gustavo Fruet (PDT), adversário político, assumiu o cargo de prefeito. Este subsídio só foi retomado por Richa em 2017, com o aporte de R$ 60 milhões. Em 2018, foram outros R$ 71 milhões.

Porém, mesmo com a manutenção do subsídio por parte de Ratinho agora em 2019, há a possibilidade da tarifa subir em fevereiro. Em entrevista à Gazeta do Povo no início de dezembro, o prefeito já havia dito que o reajuste da tarifa era inevitável. “Estamos trabalhando para reduzir custos e vamos tentar dar o menor aumento possível. Com certeza haverá reajuste porque não é possível manter a tarifa congelada enquanto os demais preços sobem”, afirmou Greca na época.

Hoje, a tarifa técnica do sistema de transporte é de R$ 4,71, mas os passageiros pagam R$ 4,25 por causa do subsídio concedido pelo governo estadual em 2018.

Em fevereiro, além de revisões contratuais com as empresas também é a data-base dos trabalhadores do sistema.