O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, criticou a ‘guerra das vacinas’ e revelou que o Pavilhão de Eventos do Parque Barigui está sendo preparado para ser um “mega-centro” de vacinação contra a Covid-19, na capital. A declaração foi dada em publicação nas redes sociais, no início da tarde desta quarta-feira (13).

Foto: Daniel Castellano / SMCS

“Não se trata de discutir se a vacina é chinesa ou indiana, se é do Governador João Dória ou do Presidente Jair Bolsonaro. Temos disponíveis as vacinas do Butantan e da FioCruz. A melhor vacina é a que estará a disposição da população. Coronavac previne 50,38% de todos os casos. Reduz em 78% atendimento ambulatorial. É um imunizante promissor, de fácil distribuição”, escreveu o prefeito.

Sobre o centro de vacinação no Parque Barigui, Greca disse que prefere usar o espaço dessa forma do que como hospital de campanha.

Ratinho Júnior

O governador Ratinho Júnior afirmou que a vacinação no Paraná começará em até 72 horas depois que as primeiras vacinas chegarem em todas as regiões do Estado. A afirmação foi feita durante visita ao Centro de Distribuição de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, também nesta quarta-feira.

“A ideia é que chegando a vacina, nós possuímos toda uma refrigeração de equipamentos que foram comprados para receber e armazenar os imunizantes. Depois disto, iremos distribuir para todo o Paraná”, disse explicando que, em um primeiro momento, os aviões da Casa Militar poderão ser usados para levar os produtos às regiões.

Plano nacional de imunização

Uma reunião dos governadores com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em Brasília, está marcada para a próxima terça-feira (19). O objetivo é tratar da possível data de inicio desta imunização. No entanto, Pazuello tem a intenção de começar a vacinação neste mesmo dia. A estimativa é que o Paraná receba 100 mil dos 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca.

“O Paraná faz parte do plano nacional de imunização e representa 5% da população nacional. A distribuição, segundo o ministro, acontecerá de forma igualitária. Nós não temos um número fechado. A partir do momento que a Anvisa fizer a liberação e os laboratórios liberarem as vacinas, o Paraná começará, imediatamente, a imunizar a população”, reforçou Ratinho Júnior.