Após a desocupação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta quinta-feira (19), o Governo do Paraná anunciou a retomada das negociações com os professores. Eles ocuparam o prédio da casa legislativa, na tarde de ontem (18), em protesto pela revogação do edital de contratação de PSS (temporários), mas voltaram atrás após decisão judicial que definiu multa de R$ 30 mil diária caso não deixassem o prédio.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) afirmou que a retomada do diálogo aconteceu “em respeito ao processo democrático”.

Foto: Divulgação/APP-Sindicato

Uma nova reunião foi realizada durante a tarde com representantes da categoria e do Governo, entre eles os deputados Hussein Bakri e Professor Lemos. “Um dos assuntos que avançou é a implantação do pagamento do salário-mínimo regional a todos os servidores do Estado que ainda não recebem o piso estadual. A implantação deve ocorrer em dezembro, em folha complementar, e o valor será retroativo a janeiro de 2020”, disse a Seed.

Segundo a APP-Sindicato, o Executivo assumiu ainda o compromisso de realizar o concurso público, ampliando as 500 vagas que foram autorizadas até o momento, além de manter o diálogo sobre o pagamento de progressões e promoções que estão congelados.

A APP-Sindicato solicitou também a prorrogação do contrato de 9 mil funcionários das escolas contratados pelo regime PSS, que poderão ficar desempregados em plena crise.

Greve de fome

Já sobre o edital 47, que institui uma prova para a contratação de professores do PSS, o governo ainda não apresentou uma resposta efetiva, na avaliação do sindicato. Por conta disso, os 47 servidores que estão acampados na porta do Palácio Iguaçu manterão a greve de fome até uma resposta positiva do governo.

Nova reunião entre os professores e o Governo poderá ocorrer nos próximos dias.