O Governo do Paraná anunciou na manhã desta quarta-feira (3), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, um reajuste aos servidores estaduais parcelado em quatro vezes – até janeiro de 2022. O governador Ratinho Junior garantiu que as contas públicas conseguirão arcar com um valor de 5,09% de reposição salarial. Os servidores paranaenses estão em greve desde semana passada e reivindicam um reajuste de 4,94%, inflação acumulada dos últimos doze meses. Apesar do reajuste maior, servidores estão descontentes com o parcelamento do valor.

 

Governador Ratinho Junior. Foto: DM/Banda B

 

A proposta detalhada pelo governador é um de um valor de 0,5% pago a partir de outubro deste ano e 1,5% a partir de janeiro de 2020. Outro percentual de 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no caso de a receita corrente líquida (RCL) do ano anterior ter crescido pelo menos 6,5%. O restante (mais 1,5%) será aplicado em janeiro de 2022, desde que a RCL tiver apresentado crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores.

Contratações

O governador Ratinho Junior também aproveitou o anúncio para confirmar um concurso público que contratará: 2.560 policiais militares; 400 policiais civis, sendo 50 delegados e 50 papiloscopistas e investigadores; 96 peritos e médicos para a Polícia Científica; 1.269 agentes de cadeia; 400 profissionais da saúde; 80 para a Adapar; de Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) para a administração direta, IAP, DER, Ipardes e Teatro Guaíra; além de 988 professores.

A proposta prevê ainda reajuste no auxílio-alimentação, no vale-transporte e no salário mínimo regional; a fixação de 8 polos no interior para realização de perícias médicas; a retirada de tramitação na Assembleia do projeto da Lei de Eficiência na Gestão do Estado (LEGE); a manutenção do programa de promoções e progressões nas carreiras do funcionalismo; e que não haja mudança na atual forma de eleição dos diretores das escolas estaduais.

Servidores

Diante do anúncio do Governo do Estado, diversos servidores já iniciaram um movimento contrário à proposta de parcelamento. Para a Banda B, a professora Marlei Fernandes, do Fórum de Entidades Sindicais (FES) disse que a proposta será detalhada para o Comando de Greve Estadual, mas que acredita na continuidade da greve.

“Como é que ele não pode dar um reajuste de 4% para quem está há quatro anos sem isso? Já contribuímos com R$ 11 bilhões de retiradas de direitos e continua fazendo isenção fiscal. O Governo pode arrecadar esse valor. E se está difícil para o Estado, com esse recurso ele pode fazer muitas outras coisas. É uma proposta inaceitável”, finalizou.