O Governo do Paraná recebeu nesta quinta-feira (10) R$ 31,8 milhões para dar continuidade ao programa de contenção de cheias que está em andamento nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Os recursos foram liberados pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em um ato com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, no Palácio Iguaçu.

Foto: AEN

O investimento será utilizado para a construção de bacias de contenção, saneamento, drenagem e construção de parques urbanos em Colombo, ao longo do curso do Rio Palmital. Dos R$ 31,8 milhões, pouco mais de R$ 20 milhões já foram empenhados e a ordem de serviço poderá ser executada nas próximas semanas.

Esses recursos integram um pacote mais amplo, de R$ 124 milhões, de obras de desenvolvimento sustentável planejadas para Colombo, Piraquara, Pinhais, Curitiba, São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande. Algumas já foram concluídas, outras estão em andamento e parte ainda aguarda liberação de orçamento. Os benefícios vão impactar a vida de 100 mil famílias.

“O Paraná tem uma boa parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional e bons projetos em andamento. Esse ato marcou um investimento importante no Estado para a contenção de cheias. Vamos impactar diretamente a vida de famílias ribeirinhas, que não terão que se preocupar com casas inundadas. Queremos tirar esse flagelo que sazonalmente impacta a vida de algumas famílias paranaenses”, disse o governador Ratinho Junior.

Segundo o ministro Rogério Marinho, o investimento colabora com o processo de reurbanização e ocupação responsável desses municípios. Ele destacou que o governo federal continuará a parceria com o Estado para as obras que ainda faltam. “O Paraná faz projetos ancorados em dados técnicos, ideias consistentes e bem elaboradas. Essa liberação de recursos atende a contenção de cheias em bacias importantes das cidades que integram a Região Metropolitana de Curitiba”, completou.

DRENAGEM – O programa de contenção de cheias na Região Metropolitana de Curitiba está em elaboração e andamento desde 1998. Esse projeto de macrodrenagem do Alto Iguaçu prevê sete bacias de contenção de cheias escavadas nos próprios leitos dos rios ou nas laterais, evitando que, em grandes ocorrências, as águas saiam das suas caixas naturais para dentro das cidades.

“Queremos minimizar o impacto dos ribeirinhos próximos aos rios Iguaçu, Palmital, Iraí, Piraquara, Itaqui e Mascate. Esses rios ficarão com vazão dentro da caixa e o que for extrapolar cairá nas bacias de detenção, minimizando as cheias que atingem pessoas em já vivem em situação de vulnerabilidade”, disse José Luiz Scroccaro, diretor de Saneamento Ambiental do Instituto Água e Terra (IAT). “Vamos completar um circuito para minimizar as cheias e inundações, auxiliando os municípios a se planejarem para as próximas décadas”.

Cerca de R$ 40 milhões desse programa já foram liberados. Algumas obras já foram executadas, como a canalização do Rio Ressaca em São José dos Pinhais e o controle de cheias do Parque Palmital, em Pinhais – a segunda parte dessa obra, que envolve um parque urbano com pista de caminhada, ainda está em andamento.

“Hoje não se fala mais em cheia em São José dos Pinhais, por exemplo, porque esse é um programa muito amplo de atendimento a comunidades ribeirinhas. Fizemos uma proteção das margens do Rio Ressaca, aumentamos a sua velocidade, e resolvemos a drenagem daquela região”, completou Scroccaro.

Os recursos liberados nesta quinta-feira serão executados em Colombo e as próximas etapas envolvem Pinhais e Fazenda Rio Grande. O primeiro município receberá uma bacia de detenção e a proteção das margens da foz do Rio Palmital, onde ele se encontra com o Rio Iraí, facilitando o leito natural de ambos.

Em Fazenda Rio Grande será feito o alargamento das margens e desassoreamento do Rio Mascate, além da construção de cinco pontes sobre ele e duas bacias de detenção e proteção de cheias, uma delas nas proximidades da BR-116.

OUTROS RECURSOS – O Ministério do Desenvolvimento Regional também liberou R$ 4,7 milhões para intervenções nas calhas dos rios e bacias dos rios Belém, Pinheirinhos, Água Verde, Pilarzinho e Juvevê, em Curitiba. Outros R$ 12 mil foram repassados à Prefeitura da Capital para a elaboração de estudos e projetos de engenharia para o manejo de águas pluviais.

O ministério também repassou R$ 11 milhões para quatro ações de saneamento básico que estão em execução em Curitiba e Campo Largo. A maior parte, R$ 8,8 milhões, será utilizada para intervenções de saneamento integrado nas bacias do Rio Formosa e Rio Ribeirão dos Padilha, na Capital. Além disso, Curitiba recebeu R$ 116,8 mil para a elaboração de estudos e projetos. Para Campo Largo foram destinados R$ 2 milhões para obras de drenagem urbana.

Curitiba também recebeu recursos para drenagem urbana sustentável, no valor de R$ 14,5 milhões, na Bacia de Detenção do Rio Mossunguê, incluindo obras e desapropriações, e para a execução de intervenções no Rio Bacacheri.