Com o anúncio de greve feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Similares (FENTECT), quase seis mil funcionários da empresa decidiram paralisar as atividades no Paraná a partir desta terça-feira (18). De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficas e Similares (Sinticom) do Paraná, Antônio Orlando Vonchak Batista, os trabalhadores pedem a garantia de direitos que já estariam estabelecidos. Em nota (veja abaixo), os Correios afirmam que “a empresa propõe ajustes concedidos em CLT e outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados”.

 

Em entrevista à Banda B, o diretor do Sinticom no Paraná afirmou que as tentativas de diálogo com a empresa não resultaram em avanços nas negociações. Ele afirma que a categoria está sem Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) desde o dia 1º de agosto e, por isto, houve a paralisação. “A única proposta que a empresa fez a respeito das 79 clausulas do nosso Acordo Coletivo, foi de retirar, modificar ou suprimir o texto. Com isto, eles geram perdas de direitos aos trabalhadores”, denunciou.

De acordo com Batista, os funcionários dos Correios possuem o menor salário entre todas as empresas geridas pelo Governo Federal. Além disto, haveria uma falta de respeito por parte da empresa central com os colegas de trabalho durante a pandemia. “Hoje, nós estamos trabalhando por conta do nosso vale alimentação. Temos o nosso plano de saúde que está sendo retirado, são estas as situações e entre outras gratificações”, comentou.

Paraná

Segundo o Sinticom, não é toda a categoria que está paralisada. No entanto, até o momento, não há nenhuma previsão para o fim da greve porque a situação será administrada de acordo com as tratativas realizadas por parte dos Correios. “Nós estamos com apenas 70% dos colaboradores parados. Isto pode aumentar, pode diminuir, vai depender do que a empresa e o governo vai nos responder a partir de agora. Mas, gostaríamos de pedir as sinceras desculpas a população por conta da paralisação”, concluiu à Banda B.

Nota – Correios

Em nota enviada à Banda B, a empresa diz que não pretende suprimir direitos dos empregados. Os Correios propõem ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

A nota ainda diz que no momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Por fim, os Correios ressaltam que desde o início das negociações com as entidades sindicais, a empresa teve um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.